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Fábio Costa pode “bagunçar o coreto” na disputa pelo Senado Federal

Lula Vilar|
Delegado Fábio Costa
Delegado Fábio Costa

O nome do vereador e delegado da Polícia Civil de Alagoas, Fábio Costa (PSB), vem sendo ventilado, nos bastidores da política alagoana, como um possível candidato ao Senado Federal no próximo ano.

Caso o governador Renan Filho (MDB) seja candidato ao Senado e Fernando Collor de Mello (PROS) também consolide sua busca pela reeleição, Costa entrará no “imprensado” como a novidade do pleito.

Vereador mais votado pela capital, o desafio de Costa para viabilizar seu futuro político é lidar com o PSB. Com ideais de direita, mais próximo da linha conservadora, o delegado é um nome que destoa do partido.

Isso ficou ainda em maior evidência diante do embate com a vereadora Teca Nelma (PSDB) e da defesa recente que Fábio Costa fez do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O PSB se movimenta para expulsar o edil da legenda por conta dessa “treta” com a vereadora tucana. Evidentemente que isso é apenas o “motivo” que faltava.

De toda forma, isso pode abrir a portas para que – de forma mais independente – Fábio Costa comece a costurar seu futuro político. O nome dele não pode ser ignorado. Afinal, o delegado já provou – na disputa por uma das cadeiras da Câmara Municipal de Maceió – que tem capilaridade. Ele foi o mais votado.

Não bastasse isso, a recente pesquisa do Data Sensus mostra o vereador liderando a corrida pelo Senado Federal na capital alagoana. Há aí ainda um detalhe: ele não anunciou candidatura. Caso a pesquisa esteja correta, em Maceió, Fábio Costa pontou com 27,3% nas intenções de votos.

É claro que se trata apenas da capital alagoana, mas o resultado pode incomodar os possíveis adversários, já que – em Maceió – Costa bateu Fernando Collor, que ficou com 11,2% e o governador Renan Filho, com 9,7%. A pesquisa ainda coloca o deputado estadual Davi Davino (Progressistas) na disputa, que surge com 8,8%.

Mostrando-se um candidato viável, que é o desafio do vereador também, ele, no mínimo, abocanha uma fatia de eleitorado que pode fazer falta a Collor ou a Renan Filho, pois não entra como um nanico na disputa. No máximo, pode se aproveitar da onda da polarização que deve se fazer presente em 2022, por conta até mesmo da eleição presidencial. E aí, nesse caso, mais que um incomodo aos adversários passa a ser uma ameaça real aos caciques.

A pesquisa foi realizada em Maceió nos dias 25 e 26 de junho. De acordo com o Data Sensus foram ouvidos 1.222 eleitores e o nível de confiança estimado é de 95%, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Se o vereador abraçar a ideia, obviamente, tem tempo para tentar trabalhar o seu nome no interior. E aí, quem achava que a eleição poderia ser polarizada entre Collor e Renan Filho pode se ver diante de uma surpresa, levando em consideração o Data Sensus estar correto.

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