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João Caldas articula para ser o único candidato federal com apoio do Executivo de Maceió

Lula Vilar|
João Caldas
João Caldas / Divulgação

O ex-deputado federal João Caldas é, conforme informações de bastidores, um dos nomes de forte influência na administração do prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSB), que é filho do ex-parlamentar.

Ainda que não apareça, é responsável por algumas decisões ou mudanças de rumos...

Pouco citado oficialmente na campanha e na atual administração, João Caldas tem trabalhado – diante da vitória do filho – para retornar a uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Dentro do governo de JHC, sua influência tem incomodado alguns aliados do prefeito.

Ele pode ser candidato pelo PSB do prefeito de Maceió.

Sobre a influência? Bem...

Nos corredores da prefeitura é dito, por exemplo, que a saída do ex-secretário de Saúde, Pedro Madeiro, teve o “dedo” de João Caldas. A forma como o político sem mandato se estrutura já fez com que o deputado estadual Davi Maia (Democratas) fosse desbancado do posto de um dos principais aliados.

Maia focava na estruturação da campanha para a Câmara dos Deputados e poderia ingressar no PSB, sendo um dos nomes de JHC na disputa. Todavia, João Caldas não quer concorrência. Qualquer um – conforme informações de bastidores – que possa ameaçar a candidatura de Caldas não terá legenda no partido, caso ele consolide o nome.

A ideia de João Caldas é estruturar o PSB de forma tal, dentro das regras eleitorais vigentes, que ele seja o mais votado, alcançando assim o retorno a uma das nove cadeiras de deputado federal destinada a Alagoas.

João Caldas quer refazer a imagem na boa avaliação que o prefeito João Henrique Caldas possui, já que tentou retornar ao cenário público em outros momentos, mas não conseguiu. Porém, sempre foi um nome atuante nos bastidores da política alagoana, como na gestão do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), quando tentou surfar na promessa do estaleiro nunca concretizado.

O problema de Caldas são as urnas mesmo. É que é preciso combinar a estratégia com o eleitor, coisa que o ex-deputado federal não tem conseguido. Logo, é preciso nivelar por baixo, estruturar a matemática eleitoral, para assim – quem sabe! - alcançar um lugar ao sol.

Quem se encontra atualmente no PSB e tem pretensões de disputar uma das vagas do parlamento federal já sabe: a legenda não abrirá espaço para quem não tenha o aval do pai do prefeito.

Os principais aliados de JHC que sonhavam com voos mais altos devem se contentar com outros espaços. É o caso de Davi Maia, que deve ser candidato à reeleição, ou do secretário de governo, Francisco Salles, que tentará disputar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

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