Agência Alagoas/Arquivo
Comércio de Maceió

De acordo com os números divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, apesar de o Brasil ter gerado mais de 120 mil novos postos de trabalho, Alagoas teve um resultado negativo quando comparadas as admissões com as demissões ocorridas no mês de abril desse ano.

Levando em consideração os levantamentos anteriores feitos pelo Cadastro, esse não é o primeiro mês em que o Estado fica no negativo. Sem diversificação econômica e com uma série de problemas que foram agravados pelas medidas restritivas adotadas no combate à pandemia do novo coronavírus, o Estado tem dificuldades para apresentar perspectivas de trabalho para os alagoanos.

A situação só não é pior por conta de programas federais que mantiveram empregos e por causa do auxílio emergencial que ajudou a aquecer o consumo e criou um “colchão econômico” para que as medidas restritivas do governo estadual de Renan Filho (MDB) pudessem ser adotadas.

Em resumo: enquanto o país consegue gerar postos de trabalho formais, Alagoas enfrenta dificuldades para manter os empregos que já existem no Estado; e esse é um problema crônico. Eis o motivo pelo qual não dá para pensar em medidas sanitárias sem levar em conta a questão econômica do Estado. É necessário conciliar ações e usar o bom-senso.

Os números são preocupantes, sobretudo quando comparados aos outros dois estados da federação que também apresentaram perdas. Alagoas – segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – agora tem 3.208 empregos formais a menos.

O segundo pior é Sergipe, com 92 a menos. O terceiro é o Rio Grande do Norte, com menos 61. Esses são os resultados quando se faz o encontro entre o número de pessoas que foram contratadas e as que foram desligadas nesses estados.

Os melhores resultados do país se encontram em São Paulo, que gerou mais de 30 mil postos de trabalho, em Minas Gerais (com mais 13.942) e Santa Catarina (com mais 11.127).

O único dado positivos para Alagoas se dá quando se compara o mês de abril desse ano com o abril de 2020. No ano passado, foram 8.452 postos de trabalho a menos. No mês passado, Alagoas teve 8.521 admissões e 11.729 demissões.

Que esses dados também estejam nas mãos do governador Renan Filho...