Com 2.340 mortes pela covid-19 registradas nas últimas 24 horas, o Brasil ultrapassou hoje a marca de 430 mil óbitos pela doença. Apesar dos números altos, o país apresenta tendência de queda pelo terceiro dia consecutivo. 

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, já são 430.596 mortes pela doença no país.

Os novos casos nas últimas 24 horas foram 75.141, o que fez o total de infectados com um diagnóstico positivo para a doença chegar a 15.436.827. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, junto às secretarias estaduais de saúde.

Pelo terceiro dia seguido, a média diária de mortes dos últimos sete dias ficou abaixo de 2.000, com a marca de 1.917 —a menor desde 16 de março. Porém, há 113 dias o índice está acima de mil. No ano passado, a maior sequência da média móvel acima de mil foi de 31 dias.

Apesar de os números serem divulgados diariamente, pode haver represamento, o que significa que as mortes e novos casos não aconteceram, necessariamente, nas últimas 24 horas. No entanto, o maior represamento acontece normalmente aos finais de semana, elevando assim os números às terças-feiras.

Justamente devido a esse represamento, a média móvel diária é o índice mais adequado para se analisar o comportamento da pandemia, segundo especialistas. A média de sete dias corrige essas flutuações nos números e torna possível observar se a doença está crescendo ou caindo no país e nos estados.

A média de hoje é comparada com o índice de 14 dias atrás —que é o tempo comum de manifestação da doença. Se essa variação fica acima de 15%, há aceleração, abaixo de -15% é desaceleração e, entre os dois índices, indica tendência de estabilidade.

Entre os estados que mais registraram mortes diárias no último levantamento, estão São Paulo (578), Rio de Janeiro (303) e Minas Gerais (258). Somadas, as três federações são responsáveis por 1.139 mortes.