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Cidades bolsonaristas têm mais mortes e mais contaminações, diz estudo

Leitos de Covid-19
Leitos de Covid-19 / Foto: Agência O Globo

A CPI que começa nesta terça-feira (4) - e que terá como um dos destaques o senador Renan Calheiros (MDB-AL), o governo Jair Bolsonaro, ex-ministros e empresários, entre outros personagens -  vai se debruçar sobre uma série de dados e personagens na maior de todas as tragédias política e sanitária do país.

Autores de uma pesquisa (leia aqui) sobre os efeitos do negacionismo governamental no número de casos e mortes no Brasil, os professores Sandro Cabral (Insper), Nobuiuki Ito (Ibmec) e Leandro Pongeluppe (Universidade de Toronto, Canadá), a partir de dados do TSE, constataram "que nos municípios onde o presidente Jair Bolsonaro teve mais de 50% dos votos no segundo turno de 2018, o risco de infecção foi 299% e o de mortes, 415% maior do que nos municípios onde ele perdeu a eleição".  

E nas cidades em que bolsonaro conseguiu mais de 70% dos votos, "chegou a ter 567% a mais de chance de se infectar e 647% a mais de risco de morrer do que numa cidade onde ele teve menos de 30% dos votos".

Esse estudo, contudo, não avaliou o grau de contaminação e de mortes que os protestos, aglomerações e o não uso de máscaras por parte de bolsonaristas provocam, como o que ocorreu neste final de semana em algumas cidades brasileiras.

Enquanto membros do governo Bolsonaro viram as manifestações como demonstração de força, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) avaliou de outra forma: “Isso é bobagem. A maioria que vai a essas manifestações é rigorosamente gente paga ou alienada. As urnas prevalecem”, afirmou.

Será que que Kajuru tem razão?

 

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