Diante dos crescentes casos de violência doméstica no período de isolamento social, a vereadora Gaby Ronalsa (DEM) protocolou, Projeto de Lei que institui o Programa de Cooperação e o Código “Sinal Vermelho” em Maceió, visando o combate e a prevenção à violência contra a mulher.
De acordo com a parlamentar, a violência contra a mulher vem crescendo constantemente no Brasil, e em Maceió não seria diferente. “ A crise sanitária e a dependência financeira do companheiro alarmam os índices. Com o isolamento social inúmeras mulheres estão em contato mais intenso com os seus agressores, e ao serem vítimas encontram maiores obstáculos para enfrentarem e fugirem de situações agressivas”, comentou a vereadora Gaby Ronalsa.
Nos primeiros quatro meses de 2020, houve um crescimento médio de 14,1% no número de denúncias feitas ao Ligue 180 em relação ao mesmo período do ano anterior. Estatísticas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano de 2018 e desse total, 88,8% foram vítimas de companheiros ou ex-companheiros.
O feminicídio é mais comum entre mulheres negras, sendo elas 61% das vítimas. A parlamentar alerta que as vítimas precisam se sentir seguras para denunciar. Os tipos de violência também é uma preocupação, pois vai além da questão física. A violência física são as agressões físicas ou que atentem a saúde corporal da mulher. A psicológica refere-se às condutas que ferem a autoestima, manipulações, humilhações, ameaças e constrangimentos.
Outra forma de violência enfrentada é sexual quando a mulher é obrigada/forçada a ter relações sexuais, incluindo agressões, além de exposição sem consentimento ou como meio de coação. Outra forma é a patrimonial, com a retenção, controle ou subtração de bens patrimoniais, objetos, recursos financeiros, documentos, instrumentos de trabalho e outros, e a moral em que há calúnia, difamação ou injúria.
A rede de apoio é fundamental para uma mulher conseguir se livrar do ciclo da violência. Ligue para os seguintes números: 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).
