O ativista e ex-candidato à presidência da República Guilherme Boulos (PSOL) esteve em Maceió na última quarta-feira (17), para inaugurar a primeira cozinha solidária do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em Alagoas.
Em entrevista ao CadaMinuto, Boulos conversou sobre a importância da abertura da cozinha solidária, que funcionará de terça a domingo, distribuindo 100 marmitas diariamente, sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil e, também, sobre aspectos da política nacional e alagoana.
Em relação à política alagoana, ele acredita que a esquerda no estado pode se fortalecer para 2022, assim como em todo o país. “Em 2018, o Bolsonaro se elegeu com um discurso anti-esquerda, anti-política, dizendo que ele era ‘de fora’ e que ia mudar tudo. Dois anos depois, o Brasil está em ‘pandarecos’, afundado numa crise econômica onde a gente não consegue ver saída”, disse, mencionando os escândalos envolvendo o presidente e seus filhos.
Por isso, continuou, a eleição não poderá ser pautada em termos de “kit gay”, já que serão levados em consideração aspectos como o desemprego, a desigualdade social, a fome e o colapso da saúde no país. Ele reforçou que quem tem um projeto para todos esses temas é a esquerda.
Para Boulos, se em 2018 o antipetismo teve força no resultado do pleito, em 2022 o novo fator será o antibolsonarismo. “A cada pesquisa de popularidade que sai, a reputação dele derrete. Acho que ele irá chegar em 2022 desgastado”, declarou.
Para o ativista, a gestão da pandemia da Covid-19 foi desorganizada, e acrescenta que não adianta trocar de ministro da Saúde se ele é tratado como “boi de piranha”. “Quando um ministro questionou as orientações alucinadas e psicopatas dele [Bolsonaro], cai”. Ele completa que “não adianta trocar de ministro e manter uma conduta genocida”.
“O presidente da República trabalhou contra a vacina, contra as orientações de proteção sanitária. Então, o cenário de crise é gravíssimo e o Bolsonaro é diretamente responsável por essa situação e por essas mortes que poderiam ser evitadas”, disse.
Confira abaixo a entrevista na íntegra:
*Estagiária sob supervisão da editoria
