Foto: ANSA / Ansa
Deslizamento de terra em Camogli destruiu grande parte do cemitério

Um deslizamento de terra em uma falésia que abrigava um cemitério vertical na cidade de Camogli, na província de Gênova, na Itália, acabou lançando ao mar cerca de 200 caixões e destruiu duas pequenas capelas no local nesta segunda-feira (22).

Segundo as primeiras informações, o incidente ocorreu por conta da erosão da falésia e funcionários relataram que estavam monitorando toda a área porque começaram a sentir leves tremores e "barulhos anormais" nos últimos dias.

O assessor de Trabalhos Públicos de Camogli, Tino Revello, confirmou à ANSA a informação do monitoramento e explicou que "estavam em andamento trabalhos para consolidar" a área abaixo do cemitério. Nenhum dos trabalhadores ficou ferido no incidente.

Um vídeo divulgado pelos funcionários do cemitério flagrou o momento da destruição das sepulturas. É possível ver grandes rachaduras se formando em dois pontos do local onde os caixões estavam e desabando em alguns segundos. Também as duas pequenas capelas tinham sepulturas internas.

Equipes dos bombeiros, da Defesa Civil e da Guarda Costeira estão no local para recuperar os restos mortais que caíram no mar ou que ficaram soterrados tanto com o uso de mergulhadores como de helicópteros para verificar toda a área.

Nesta terça-feira (23), cerca de 20 pessoas foram ao cemitério para cobrar a recuperação dos corpos dos entes queridos. Na última atualização, cerca de 10 haviam sido retirados da terra e do mar e cinco foram identificados. Porém, os socorristas ressaltam que a missão de recuperação é bastante complicada e deve demorar dias até ser concluída.

Em coletiva, o assessor da Defesa Civil da região da Ligúria, Giacomo Giampedrone, explicou que "é preciso atuar com extrema delicadeza" na área por conta da instabilidade do solo.

"Primeiro precisaremos demolir os nichos que ainda estão em risco no costão com a transferência das sepulturas. Ao mesmo tempo, trabalharemos com um pontão marítimo. É uma situação extremamente complexa porque a falésia é ainda perigosa e não podemos colocar em perigo os operadores", acrescentou Giampedrone.

A Procuradoria de Gênova abriu uma investigação formal por deslizamento culposo. A ação não aponta ainda nenhum culpado, mas vai avaliar também os trabalhos de recuperação que estavam sendo realizados no local.