O delegado e diretor da Polícia Civil das regiões do Litoral e Zona da Mata de Alagoas, Valter Nascimento, informou, detalhes sobre a morte do comerciante José Nilton da Silva, 58 anos, ocorrida na última sexta-feira (29), cujo filho adotivo da vítima, Leonardo Bonifácio da Silva, 22 anos, confessou ter encomendado o crime após ser preso, nesta terça-feira (2).
Segundo o delegado, Leonardo, que estava com o pai no momento do crime, teria planejado a morte do pai para que ele não descobrisse a venda de um veículo e desvio de dinheiro.
José Nilton da Silva, conhecido como “Gordo”, teria depositado muito confiança no filho e entregado senhas e cartões de credito, além de acesso a uma conta bancária, na qual o jovem teria provocado um rombo. De acordo com informações passadas pelo delegado, Leonardo vendeu um carro que havia ganhado de presente do pai, para cobrir o que havia gastado da conta, e mentiu dizendo que tinha locado o veículo para a Prefeitura de Joaquim Gomes.
“O pai tinha depositado muita confiança e entregou para ele cartões com senhas. Ele (Leonardo), sem controle, fez uso do dinheiro e criou um rombo na conta bancária. Quando o pai descobriu, ele arranjou um meio de cobrir a dívida, vendendo o carro que ganhou de presente do pai. José Nilton perguntava pelo veículo e o filho dizia que o carro estava locado à Prefeitura de Joaquim Gomes. Para fazer com que o pai não descobrisse a verdade, o filho armou a simulação de um assalto para impedir que ele chegasse até a casa do prefeito”, detalhou o delegado em vídeo divulgado para a imprensa.
Ainda segundo as investigações, o carro, usado pelos criminosos, contratados por Leonardo para simular o assalto culminou na morte de seu pai, havia locado por ele na última sexta-feira (29/01), em Maceió.
O automóvel locado foi um Ônix, de cor vermelha, e após o crime, para tentar despistar a polícia o jovem afirmou que o carro era preto.
Ainda conforme as investigações, dias antes do crime, o acusado teria dado uma carona a uma mulher e duas crianças de Joaquim Gomes até à Aldeia Wassu Cocal. Lá ele contratou os criminosos.
“Ao chegar próximo à ponte, na aldeia, Leonardo chamou um rapaz e perguntou se ele conhecia alguém para fazer um assalto para ele. O indivíduo respondeu que sim e o levou ao encontro de um grupo. Ali, acertaram o assalto do pai e Leandro pagou aos indivíduos a importância de R$ 3 mil no ato, e acertaram o local e o horário”, diz o relatório.
Em depoimento, Leonardo disse que os criminosos fugiram do combinado e praticaram o homicídio, porque seu pai havia se abaixado para pegar uma muleta e eles pensaram ser uma arma.
O carro usado pelos criminosos foi encontrado na Aldeia Wassu e a Carteira de Habilitação de Leonardo estava no veículo.
Segundo a Polícia, no momento da prisão o jovem tentou subornar militares da guarnição para não ser preso. Ele ofereceu R$ 33 mil, que o pai tinha para receber de um ônibus agregado à Prefeitura, mais R$ 10 mil de transações de uma propriedade e uma chácara na Fazenda Frios, em União dos Palmares.
Ainda segundo o delegado, além de Leonardo, um outro envolvido no crime, identificado como José Angelo dos Santos, já está preso. O terceiro envolvido não foi localizado e segue foragido.
Veja o vídeo: