O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar hoje, em Propriá (SE), durante solenidade de liberação de nova ponte entre Alagoas e Sergipe, medidas de isolamento social que, segundo ele, “não funcionaram.” Para Bolsonaro, o “lockdown” “leva o país à miséria” e que somente idosos e pessoas com comorbidades devem ficar em casa por causa da covid-19. “O resto da população tem que trabalhar”, disse.

A caminho de Sergipe, ao lado de políticos alagoanos, Bolsonaro voltou a xingar os jornalistas. Ao ser questionado sobre o governo ter gasto R$ 1,8 bilhão em compras de alimentos no ano passado, Bolsonaro disse novamente que as latas de leite condensado são para “enfiar no rabo de jornalista”.

Já no evento, Bolsonaro foi elogiado pelo senador Fernando Collor (PTB), que afirmou que Bolsonaro está enfrentando uma “tempestade em função do nada.” “De algo criado do nada, mas tenho certeza e posso dizer ao Bolsonaro que em momento nenhum fique desestimulado em função das críticas”.

O senador disse que o presidente tem o apoio da população brasileira e dos políticos e que “quem tem o capote como ele, não tem que ter receio da chuva e tempestade”.

Foto: Cortesia

Após Collor, o início do discurso do presidente foi marcado pela polêmica envolvendo a compra de R$ 15 milhões com leite condensado. “A imprensa não tem o que falar de mim, pô”, reclamou.

Bem humorado, Bolsonaro comentou sobre a covid-19 e a situação que o país se encontra. Ele voltou a defender que a sociedade não faça isolamento e apelou para que os governadores ajam apenas para proteger “os mais vulneráveis.” “São os idosos e as pessoas com comorbidades”.

“O povo brasileiro é forte, não tem medo do perigo. Lockdown só nos leva à miséria. A economia precisa andar de mãos dadas com a vida”, discursou.