Foto: D. A. Press
Arthur Lira

Candidato à presidência da Câmara Federal, o deputado alagoano Arthur Lira comemorou a decisão do STF que definiu que a votação para eleição do comando da Casa aconteça de forma presencial. Ele classificou a forma virtual como “um risco”.

A possibilidade de votação virtual foi derrubada após decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, que nego, nesta sexta-feira (22), liminar pedindo que a escolha pudesse ser feita remotamente. Pela decisão da ministra, a votação acontecerá no Plenário da Câmara. 

Para Lira, a votação de forma remota seria “um risco”, pois havia possibilidade de influência dos governadores se eleição ocorresse de tal forma.

"Olha que risco. Você imagina se chega em um Estado e centraliza a sua bancada. O governador bota os deputados em uma sala, abre o telefone 'vamos votar aí'. Isso é pressão, isso é isso é instigação, isso é quebra de voto, quebra de sigilo. Então, a ministra Rosa Weber entendeu não atender a liminar. O voto será presencial”, afirmou o deputado do PP. 

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados será no dia 1º de fevereiro. A votação presencial já era defendida por Arthur Lira. O atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem como candidato o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), preferia a votação virtual. 

Com a decisão da ministra Rosa Weber, fica mantida a decisão tomada pela Mesa da Câmara no último dia 18, que definiu pela votação presencial. 

O deputado alagoano é o favorito do presidente da República, Jair Bolsonaro, para ocupar o cargo. O bloco de parlamentares que apoiam Arthur Lira soma 242 votos, cerca de 47% do total. Já o bloco de Rossi chega apenas a 203, mas só se contar com improváveis 100% dos deputados do MDB, DEM, PT, PSB, PDT, PV, PCdoB, Cidadania, Rede e Solidariedade.