Uma mulher foi espancada e teve os dentes e o maxilar quebrados por um homem, após se negar a ter relações sexuais com ele. O fato aconteceu na noite deste domingo (10), próximo a localidade Cachoeira da Amizade, na zona rural do município de Jundiá, Zona da Mata de Alagoas.

Segundo relato de testemunhas, por volta das 22h, Elizângela da Silva Lima, 38 anos, conhecida como “Janja”, foi vista na garupa de uma motocicleta, conduzida por um homem não identificado, gritando que “iria pular” do veículo. Ainda segundo testemunhas, a mulher pediu várias vezes para que o motociclista parasse a moto, para que ela pudesse descer.

Conforme relatos, o homem parou a moto e iniciou uma série de agressões contra Elizângela. Populares afirmaram que não prestaram socorro imediato a mulher devido a medo de se aproximar.

Elizãngela foi encontrada, algum tempo depois, em frente a um bar. Ela caminhou por alguns metros, caiu e desmaiou. Moradores da região a socorreram e a conduziram a um posto de saúde do município. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos ela foi encaminhada para o Hospital Geral do Estado (HGE).

De acordo com familiares, a mulher teve o maxilar, o nariz e os dentes quebrados. Ela também sofreu fraturas em outras partes do corpo. Após o atendimento e apresentando quadro estável, Elizângela foi levada para a casa de um parente, onde se recupera dos machucados e aguarda uma cirurgia a ser realizada no HGE.

A polícia foi acionada e ao questionar a vítima sobre o que teria ocorrido, ela relatou que havia sofrido uma queda. Segundo familiares, a mulher contou a versão por temer pela sua vida.

O homem, que foi visto conduzindo a moto e cujo nome não foi divulgado, foi localizado e disse aos policiais que não chegou a tocar na mulher e apenas lhe deu uma carona.

Para os familiares, a vítima foi agredida após ter se negado a ter relações sexuais com o homem e que ela não conta a verdade sobre o ocorrido por medo.

Na tarde desta segunda-feira (11), parentes da vítima foram até a delegacia de Novo Lino, que é a responsável pela região, para registrar um Boletim de Ocorrência. Porém não conseguiu registra a queixa, devido à folga da equipe plantonista.

A família teme que o suspeito, que continua em liberdade, deixe o município até que a queixa seja formalizada ou parentes e a vítima sofram ameaças.

Foto: Cortesia ao Cada Minuto

 

*Sob supervisão da editoria