Foto: Reprodução / Redes Sociais
Jonas Seixas da Silva

A Polícia Militar investiga a conduta de oito militares que participaram da ação e abordagem envolvendo o desaparecimento do servente de pedreiro Jonas Seixas da Silva, 32 anos, no dia 09 de outubro, na Grota do Cigano, no bairro do Jacintinho, parte alta de Maceió. A identidade dos policiais investigados não foram divulgadas.

Um ofício já foi enviado à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para que seja liberado o acesso aos dados do GPS das viaturas utilizadas na ação. Desta forma, a versão relatada pelos policiais envolvidos poderá ser, ou não, confirmada.

O responsável pelas apurações no âmbito administrativo da Polícia Militar é o comandante do Batalhão de Operações Especais (Bope),  major César Monte.

Segundo as investigações, os militares afirmaram em depoimento que o servente de pedreiro foi liberado próximo à Jacarecica, e que o próprio teria pedido isso. Uns dos policiais foram ouvidos na última quarta-feira (25) e outros prestarão depoimento na próxima terça-feira (1º).

A Polícia Militar não informou se os oito policiais investigados estão afastados da corporação.

O caso

Jonas Seixas da Silva, servente de pedreiro, de 32 anos, é negro e morador da Grota do Cigano, no bairro Jacintinho, periferia de Maceió. Segundo a família dele, no último dia 9, por volta das 16 horas, foi preso por policiais militares, colocado no porta-malas da viatura onde agonizava, pedindo água, depois de ser pulverizado com spray de pimenta.

A famílias relata ainda que, pouco antes da abordagem, três PMs estiveram na casa de Jonas perguntando por ele e dizendo que tinham mandado, que não foi apresentado. Mesmo assim, os militares entraram na casa e reviraram móveis.

No dia 11 deste mês, dois após o desaparecimento, parentes e amigos fizeram um protesto, na Avenida Cleto Campelo, uma das principais avenidas do bairro.  Durante o ato, a mãe de Jonas relatou que um PM teria se aproximado e dito: “Lembro desse caso. Demos uma ‘prensa’ nele e o liberamos no bairro Cruz das Almas".

O caso também está sendo acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB/AL).