Apesar das ausências de Cícero Almeida (DC), Davi Davino Filho (Progressista) e de JHC (PSB), no primeiro debate promovido pelo canal digital Acta, os candidatos tidos como “fujões” acabaram sendo alvos de perguntas feitas pelos demais postulantes que estiveram presentes na noite desta terça-feira (10).
Foi entre farpas, ataques, discussões ideológicas e dobradinhas de “bons amigos” que o debate transcorreu por mais de duas horas com perguntas voltadas para os mais diversos temas.
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Antes do inicio das perguntas, o jornalista Felipe Farias que mediou o debate, explicou que em respeito aos presentes e aos internautas que estavam acompanhando a transmissão, perguntas poderiam serem feitas aos candidatos que não estavam presentes e que teria o tempo de 15 segundos após a pergunta para que a falta pudesse ser registrada.
Dentre as perguntas, a primeira feita pela candidata Lenilda Luna (UP), foi destinada ao candidato Davi Davino, onde foi questionado como ele irá gerir a cidade, se ele mesmo, conforme a candidata realiza o loteamento da saúde.
“Davi, o portal da transparência revela que existem pelo menos três familiares seus em cargos comissionados na Câmara, onde seu pai exerce mandato há 28 anos. Além disso, você destinou milhões de reais em emendas para fundação criada por sua mãe. Isso é nepotismo e desvio da função dos recursos do SUS, você quer ser prefeito para continuar com essa política clientelista de loteamento da saúde?”
Durante a réplica, a candidata da UP comentou que já era esperado a ausência de alguns candidatos. “Davi não veio, fugiu, pois sabe que vai enfrentar perguntas como essa, pois apesar de um rosto jovem, ele representa a tradicional política elitista alagoana dos poderosos que querem roubar do povo”.
Em um outro momento entre Lenilda Luna e Alfredo Gaspar (MDB), o candidato disparou e comentou que o candidato não compareceu ao debate, pois estava em baixo da cama.“Olha, o Davi Filho pelo que sei, tá em baixo da cama com medo de debater”.
A candidata Valéria Correia (PSOL), questionou o ausente Cícero Almeida como ele pretende resolver a questão do transporte público da capital e da mobilidade urbana. “Em oito anos, foram acusações sobre a mafia do lixo e não resolveu nada em relação ao transporte público e nem da mobilidade urbana, o que pretende fazer?”.
Ao JHC (PSB), a candidata Lenilda Luna questionou sobre o patrimônio do candidato, que segundo a postulante, dobrou entre um mandato e outro. “Ocupando cargos parlamentares desde os 23 anos, dobrou o patrimônio que ele tinha de um mandato a outro e quando foi questionado por isso, tentou silenciar a imprensa com ações judiciais, inclusive a família do Caldas é citada no livro do jornalista Chico de Góes”, finalizou Lenilda.
Candidatos justificaram ausências
Através de nota assinada pela coordenação geral de campanha de Davi Filho, a ausência do candidato no debate se deu por uma incompatibilidade de agenda entre o ato democrático e um grande evento popular, que ocorreu na parte alta da cidade.
O candidato Cicero Almeida explicou através de sua assessoria que acabou ficando “preso em uma agenda de campanha”.
Por fim, o candidato JHC explicou que devido a um “choque” de compromissos em sua agenda, acabou não podendo comparecer.
*Sob supervisão da editoria
