Foto: Ascom Ufal
Hospital Universitário

Estudantes de medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que integram  Centro Acadêmico Sebastião da Hora (CASH), organizam um protesto para a próxima terça-feira, 3 de novembro, em frente ao Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (HUPAA), popularmente conhecido como HU. Eles denunciam a empresa que gerencia a unidade de saúde cortou a alimentação dos estudantes que estagiam no local.

Segundo o Centro Acadêmico, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) é uma empresa pública de direito privado, que já tem histórico de atitudes que prejudicam os estudantes, cortou o fornecimento de alimentação dos universitários prestam serviço no no HUPAA, em turnos que duram de 8 a 12 horas.

“Além de fazer com que o estudante tenha que arcar com refeições pelo período do seu estágio, o que não é possível para todos, ela também implica na necessidade em sair do hospital em busca de lugar para se alimentar, o que os expõe e expõe outros (inclusive os pacientes) ao risco de contaminação, já que ainda estamos em plena pandemia”, disse um estudante que não quis ser identificado.

Os estudantes dizem que é um absurdo não terem direito à almoço, visto que os períodos dos estágios ocupam o turno da manhã e da tarde.

Ainda segundo os universitários, a empresa delegou a responsabilidade do fornecimento das refeições para o Restaurante da Universitário, só que o mesmo não está funcionando devido à pandemia do novo coronavírus.

Sentindo-se prejudicados, os estudantes decidiram realizar um protesto no horário de almoço, às 12h30, em frente ao HU, na próxima terça-feira, com as seguintes reivindicações:

- Denunciar a atitude da EBSERH de cortar o fornecimento de alimentação em plena pandemia, decisão que, segundo eles, foi unilateral e sem participação estudantil.

- Exigir que a Reitoria da Ufal e HU tomem providências para garantir o fornecimento do almoço de forma segura para os estudantes de Medicina e Enfermagem, que realizam estágio no hospital.

A redação do Cada Minuto tentou contato com o HUPAA, mas não obteve êxito. 

 

*Sob supervisão da editoria