Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o candidato a prefeito de Piaçabuçu, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Dalmo Moreira Santana Júnior multiplicou seu patrimônio em 23 vezes mais do que o declarado em 2008.
Conforme o total de bens declarados pelo político e empresário, em 2008 seu patrimônio era de R$ 80 mil, correspondente a um carro no valor de R$ 55 mil e uma casa de R$ 25 mil. Em 2012, na sua reeleição Dalmo Júnior declarou um total em bens de R$ 575 mil, alusivo à casa, carro, participações societárias e terreno.
Na declaração de bens de 2020, o patrimônio de Dalmo Júnior chama a atenção por, em quase doze anos, subir para quase R$ 2 milhões. Segundo dados do TSE, o patrimônio líquido do candidato a prefeito de Piaçabuçu é de R$ 1.834.597,35.
Com esse patrimônio, Dalmo Júnior entra para o ranking dos políticos mais ricos do estado. No entanto, sua candidatura aguarda julgamento, pois o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu, em setembro deste ano, a inelegibilidade da mesma, apontando que Dalmo foi condenado pela pratica do crime de porte ilegal de arma de fogo a dois anos de reclusão.
Para a Justiça Eleitoral , a respectiva decisão judicial transitando em julgado e a condenação criminal definitiva importa na suspensão automática dos direitos políticos, enquanto durarem aos efeitos da condenação.
O MPE declarou que as condições de elegibilidade são requisitos gerais que os interessados precisam preencher para se tornarem candidatos, e que considerando que inelegibilidade são as situações concretas definidas na Constituição e em Lei Complementar que impedem a candidatura, o órgão então pediu “em caráter definitivo” o indeferimento da candidatura de Dalmo Júnior.
No site do TSE, a candidatura de Dalmo está em situação de aguardando julgamento. Ainda não há informações sobre a data de análise.
