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Urna eletrônica

Além do provável grande encolhimento do PT no comando das prefeituras nas capitais e nas grandes cidades brasileiras nas eleições municipais deste ano, o fim das coligações proporcionais (vereadores) também coloca em xeque a existência dos pequenos partidos.

Os nanicos - muitos funcionavam como siglas de aluguel -, pegavam carona nas alianças para eleger candidatos. Agora, com o fim das coligações proporcionais, a luta pela sobrevivência segue a regra do "cada um por si", ou "salve-se quem puder".

Nesse novo momento da história política que presenciamos, dos 33 partidos existentes apenas dez siglas deverão ter vida futura já partir do  fim desta eleição.  

Agremiações fisiológicas, dependentes de puxadores de votos em legendas maiores, ou ainda de fenômenros eleitorais esporádicos, estão com os dias contados. É que será muitíssimo complicado que atinjam o quoeciente eleitoral.  

E além das escolhas que nós eleitores faremos ao votarmos para prefeito e vereador, também estaremos impactando na eleição presidencial de 2022, porque o nosso voto irá definir como os cerca de R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral para financiar campanhas serão dividos pelos partidos.

Controlar prefeituras e câmaras é o caminho para o sucesso político. E como dinheiro é fundamental para tal objetivo, é o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado a fórmula utilizada para a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral.

Sendo assim, o resultado das eleições municipais terá impacto profundo na dinâmica partidária, com mortos, sobreviventes e lamentos espalhados por todos os lugares.