Foto: Miguel Schincariol

A vontade de balançar as redes era visível. Mas Neymar ficou no quase. Na noite de ontem (9), na estreia da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, o camisa 10 de Tite martelou, martelou, só que não conseguiu marcar o seu 62º gol oficial com a amarelinha.

Um tento na goleada por 5 a 0 diante da Bolívia faria com que o astro do Paris Saint-Germain igualasse Ronaldo Fenômeno como segundo maior artilheiro em jogos oficiais.

Ainda que não tenha balançado as redes, Neymar desfilou em campo. Aberto na esquerda e caindo pelo meio, criou jogadas, deu rolinho, chapéu e dois passes para gol diante da fragilizada Bolívia — a seleção vive forte crise institucional na federação e contou apenas com jogadores do campeonato local em campo. 

Após superar a dúvida se teria ou não condição de jogo devido a uma dor na região lombar, o camisa 10 mostrou a razão de ser imprescindível na seleção. Tanto é que foi elogiado por Tite.

"Isso é equipe, espírito de equipe, solidariedade, futebol de conjunto, todos têm a responsabilidade de tomar a bola e criar. Às vezes, o goleiro tem qualidade nas defesas, às vezes faz assistências. Futebol é um esporte coletivo, importante é que Neymar fez grande jogo. Gostaria do gol? Sim, mas assistência contribui", destacou o treinador brasileiro.

Como passou em branco, a expectativa segue para ver quando Neymar empatará com o Fenômeno na artilharia e se irá ultrapassar Pelé, recordista com 77 gols em partidas oficiais pela seleção brasileira masculina.

O próximo desafio da seleção brasileira será na terça-feira, às 21h, fora de casa, contra o Peru. Já a Bolívia atua como mandante no mesmo dia, às 17h, contra a Argentina. Depois disso, o Brasil volta a se reunir somente em novembro.