Foto: Arquivo Pessoal
Lucas Costta

Buscando representatividade para as pessoas com deficiência, o candidato a vereador por Maceió, Lucas Costta do Podemos, que é cadeirante, disse em entrevista ao CadaMinuto, que “a classe de pessoas com deficiência é historicamente deixada de fora das discussões” e comentou que apesar dos pequenos avanços conquistados pelo grupó, ainda é preciso muito mais. 

De acordo com Lucas, as pessoas com deficiência precisam se unir e buscar entender que a eleição é um momento crucial para qualidade de vida. 

“Não só das PCD, mas das minorias como um todo. Precisamos eleger pessoas que representem nossa classe, mas que não visem e utilizem essa representatividade como projeto de poder politico, é necessário eleger pessoas comprometidas em melhorar e lutar pela nossa classe”, comentou. 

Questionado sobre as dificuldades de locomoção, o candidato pontuou que diariamente, quem é PCD em Maceió, deve se reinventar para ultrapassar as barreiras arquitetônicas. 

“A efetiva total acessibilidade para PCD ainda é um sonho muito distante, nossa evolução dentro das plataformas sociais é muito lenta, a exemplo do estatuto da pessoa com deficiência que só tem cinco anos de promulgado. Avanços sim, em especial em termos legais, mas quando trazemos para o nosso dia-a-dia, para a pratica, conseguimos observar de forma muito clara, que as leis direcionadas as pessoas com deficiência no brasil, não funcionam. Não existe fiscalização, não existe sanção, e isso passa também por uma questão cultural que banaliza as necessidades sociais no tocante as minorias”, finalizou. 

*Sob supervisão da editoria