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Programas em saúde fortalecem assistência e mudam a vida dos moradores de Rio Largo

Imagine começar a sentir uma dormência nas pernas repentinamente e em pouco tempo ser incapaz de movimentá-las ou até mesmo senti-las. É exatamente o que aconteceu com Natalício Fragoso, 64 anos, em fevereiro desse ano. Mesmo após todos os exames, o diagnóstico permanece uma incógnita.

“Eu tinha uma vida ativa e independente, não tinha hipertensão ou diabetes. Era uma pessoa comum e saudável”, contou Natalício, que hoje depende de uma equipe multidisciplinar de profissionais do Melhor em Casa, um programa de atendimento domiciliar oferecido pela prefeitura de Rio Largo, em parceria com o Governo Federal, que atende cerca de 70 pacientes.

O programa leva médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e assistentes sociais para além das UBS - Unidades Básicas de Saúde, facilitando e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com dificuldade de locomoção da cidade de Rio Largo.

Com investimentos realizados nas 23 unidades de saúde existentes no município, o restante da população também tem acesso à saúde de qualidade. Só nos últimos três anos e meio, sete já foram reformadas e mais cinco seguem em construção. “Recentemente eu consegui três consultas para os meus filhos, com otorrinos e dermatologistas, até mesmo consegui marcar consulta para mim. Parece simples, mas era algo muito raro de se ter por aqui. É uma benção o que tem acontecido na cidade”, declarou Dori Flor, 26 anos, moradora da comunidade do Cone.

O programa Academia da Saúde também tem arrancado elogios da população. Estando em funcionamento desde 2017, o programa conta com um educador físico e quatro fisioterapeutas que atendem cerca de 100 pacientes, de segunda à sexta, das 08h às 16h e com hora marcada. Aulas de danças, atividades físicas e fisioterápicas são algumas das atividades ofertadas no local. Além de assegurar transporte adequado para os pacientes traumáticos, neurológicos ou com alguma outra dificuldade de locomoção.

“Essa é uma ótima estratégia de promoção e produção de cuidado com a saúde em um espaço público. Aqui a população pode contar com equipamentos e profissionais adequados para seu exercício físico”, declarou o coordenador gerente de Academia da Saúde, Saulo dos Santos.

O investimento em profissionais qualificados também se encontra no setor da saúde mental em Rio Largo. Uma equipe multiprofissional cuida de 23 mil pessoas cadastradas no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial, que realiza terapias em grupo e individual, grupos musicais e oficinas diversas, além de um ambulatório de saúde mental.

O coordenador do CAPS, José Josenaldo Marques explicou que “o atendimento é realizado via encaminhamento das UBS, hospitais ou de maneira espontânea, portando os documentos oficiais de identificação”. A instituição também atende municípios vizinhos, como Jarbas, Maceió e conjuntos de Satuba. Em julho, foi autorizada também a construção de um novo Caps, no conjunto Jarba Oiticica.

“É muito bom poder contar com a minha medicação e todo o acompanhamento que eu tenho aqui. Eu passei por momentos difíceis e consegui encontrar apoio”, declarou Sérgio William da Silva, usuário do CAPS, que adora as oficinas musicais e de futebol. “Eu apenas gostaria que as pessoas tivessem mais informação. Essa não é uma instituição para loucos, é para quem precisa de amparo e qualquer ser humano pode precisar um dia”, finalizou.