O atual prefeito de Piaçabuçu, Djalma Beltrão, vai se distanciando cada vez mais da cadeira que ocupa pelo segundo mandato, na prefeitura da bela cidade às margens do rio São Francisco. Não bastasse a reprovação dos moradores, em pesquisa recente, que o posicionou em segundo lugar nas chances de se reeleger em 2020, agora foi a vez de seu nome figurar em uma lista que nenhum candidato gostaria de estar.

Por causa de irregularidades encontradas nas contas de sua gestão, o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas incluiu Djalma Beltrão na lista enviada ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, o que pode levar à impugnação de sua candidatura em 2020. O TCE AL fornece essa lista ao TRE AL com o intuito de colaborar na “triagem” dos políticos envolvidos em irregularidades e, por isso mesmo, sujeitos aos rigores da legislação popularmente conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, que, na verdade, acaba identificando os “candidatos fichas sujas”, com grandes chances de serem proibidos de concorrer aos cargos almejados.

Enquanto a Justiça Eleitoral avalia o caso de Djalma Beltrão, outro “tribunal”, o da opinião pública, já se antecipa e julga quem é ficha suja. Afinal, quem quer perder voto em candidato que nem pode concorrer ao cargo?