Os constantes atos realizados na capital alagoana por ex-funcionários da empresa Veleiro e por familiares de reeducandos foram questionados pelo deputado Cabo Bebeto, durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) desta quarta-feira, dia 02.

O parlamentar comentou que já participou de várias manifestações e protestos, mas nunca concordou com a radicalização de fechar vias. Essa atitude acaba indo de encontro à sociedade e, assim, neste caso, os trabalhadores e familiares de presos perdem o apoio da comunidade, explicou.

Cabo Bebeto destacou que chamou sua atenção o vídeo feito pelo governador apoiando a causa defendida pelos parentes dos presos e ainda “jogando” a culpa para os policiais penais.

Outra observação feita pelo deputado foi que, em nenhum momento, Renan Filho foi solidário com os ex-funcionários da Veleiro, mas com os familiares dos presos, sim. Infelizmente, “os policiais penais estão abandonados pelo estado”, lamentou o Cabo Bebeto.

Porém, “quando Renan Filho culpa o policial penal, ele está culpando a sua gestão”, observou o parlamentar, lembrando que há anos a categoria reivindica a realização de concurso público.

Quanto à entrada de feiras no Sistema Prisional, Cabo Bebeto afirmou que é obrigação do estado fornecer a alimentação dos presos. Lembrando ainda que os presídios estão superlotados e com baixo efetivo onde, em alguns deles, quase mil presos são monitorados por seis ou sete policiais penais e, mesmo assim, o governador quer que, neste momento de pandemia, esses mesmos servidores façam também a higienização de cada alimento que entra e ainda evitem a aglomeração dos familiares.

“Realmente, os policiais penais estão desprotegidos”, disse Cabo Bebeto, pontuando o baixo efetivo, a estrutura precária e que, diante de um protesto de tamanha proporção, o governo do estado se mostrou inerte, deixando todos vulneráveis.

Durante a pandemia, o parlamento fez pedidos para o pagamento de gratificações para agentes da segurança pública, questionado a estrutura física dos equipamentos utilizados por esses servidores, mas o estado “continua sem enxergar”, concluiu Cabo Bebeto.

Em aparte à fala do parlamentar, o deputado Davi Maia (DEM) explanou que o governador, em plena pandemia, nunca deu apoio à polícia penal e agora usa as mídias numa “jogada de marketing”.

Tarcizo Freire (Progressistas) também fez uso da palavra para se solidarizar com o posicionamento do Cabo Bebeto e disse que tem visto que os policiais penais honram vigorosamente seu papel de proteção, no entanto, nada tem sido feito em favor deles.