De janeiro a 26 de maio deste ano, a Patrulha Maria da Penha, registrou o aumento de 146% no número de agressores que foram afastados de suas vítimas e um outro aumento de 425% no número de prisões por descumprimento da decisão judicial ou por flagrante delito de violência física.
Somente este ano, a patrulha recebeu determinação judicial para proteger 148 mulheres. Já no mesmo período de 2019, foram 60 assistidas. Em relação as prisões, foram 21 prisões nos primeiros meses deste ano e somente quatro em 2019.
Ao CadaMinuto, a major Danielli Assunção, que comanda o projeto, destacou que nesse momento de pandemia, foi possível perceber a eficácia e importância deste serviço que vem sendo ofertado. “Todos os mecanismos nesse combate são validos. Tudo o que vier alcançar de maneira mais rápida essas vítimas, para que elas sejam salvas, nós estamos comungando, implantando e aplaudindo”, frisou.
Ainda segundo a Major, a ligação pelos poderes também é muito importante. “Tem sido fundamental a interação entre os poderes e as forças de segurança pública em um momento tão delicado como este que estamos vivendo”.
Além de ligações diárias para saber se a medida protetiva está sendo respeitada, as guarnições têm feito o acompanhamento por meio de rondas frequentes na região da residência da assistida.
As ações de proteção às vítimas exigem alguns cuidados durante a pandemia. Apenas a primeira visita está sendo presencial. Mesmo assim, a guarnição procura o local mais arejado possível, como a calçada, obedecendo o espaço de um metro de distância, para conversar com a mulher.
Na oportunidade, os policiais explicam o funcionamento da Patrulha Maria da Penha e fornecem o número de telefone exclusivo da guarnição. Quando se sentem ameaçadas, as mulheres ligam diretamente para a guarnição, que está disponível 24 horas por dia para efetivar as medidas deferidas pelo Juizado de Violência Doméstica da Capital.
*Sob supervisão da editoria e com informações de assessoria
