Em vídeo divulgado em grupos de WhatasApp na noite desta segunda-feira (11), um morador do município de Lagoa da Canoa, no Agreste alagoano, denuncia a falta de condições e estrutura para enterrar o pai, no cemitério Frei Galvão, localizado na cidade.
Nas imagens, o homem relata de forma indignada que o corpo do pai estaria aguardando o sepultamento, mas no cemitério não havia coveiro, iluminação e nenhuma estrutura.
O homem narra a situação mostrando o caixão, os demais parentes no cemitério, iluminado pelas lanternas dos celulares de alguns presentes, e reclama da ausência dos coveiros.
“Se tivesse alguém para enterrar não estava acontecendo isso. Isso é feio é a nossa dignidade [...] não diga que eu estou filmando por política não, que eu não sou político não. Sou um pobre e quero só meus direitos. [...] ou deixem ao menos as cordas que eu enterro meu pais mesmo, já que vocês não estão aqui para enterrar”, diz o homem no vídeo.
Segundo testemunhas, o sepultamento foi realizado após as 19h.
Devido a pandemia do novo coronavírus, foram adotadas medidas restritivas para evitar aglomerações em velórios e sepultamentos. Entre as recomendações estão o tempo de duração máxima de 3h em casos de morte não decorrentes de Covid-19. Já em casos suspeitos ou confirmados da doença a recomendação é de que velório e sepultamento tenham duração máxima de 1h, com caixão fechado.
Não há informações sobre a causa da morte do homem que aguarda sepultamento, mostrado no vídeo.
Assista:
Em nota, a Prefeitura de Lagoa da Canoa lamentou o ocorrido e disse que o fato é uma situação atípica e que houve um atraso da funerária quanto a chegada do corpo ao cemitério. Segundo a nota, os coveiros estavam realizando um outro sepultamento, previamente marcado, em outro cemitério do município.
Leia a nota na íntegra:
A Prefeitura Municipal de Lagoa da Canoa, ao tempo em que se solidariza com a família que hoje foi envolvida em um mal entendido no cemitério Municipal Frei Galvão, zona urbana de nossa cidade, vem a público esclarecer o que segue:
1. Os cemitérios estão bem cuidados e existem coveiros no município;
2. O que aconteceu nesta segunda-feira foi uma situação atípica. Um sepultamento que aconteceria às 16h no Frei Galvão atrasou porque a funerária só chegou 17h, horário já marcado para um outro sepultamento no cemitério São José;
3. A falta de comunicação entre os coveiros, a família e a funerária, que deixou de chegar no horário marcado para o sepultamento das 16h, provocou esse mal entendido. Com isso os coveiros foram fazer o sepultamento no cemitério São José, como já estava programado.
Apesar do contratempo os dois sepultamentos aconteceram. A gestão está atenta e tomando todas as providências necessárias para evitar que situações como essa voltem a acontecer em nossa cidade, inclusive pronta para responsabilizar os responsáveis.
