O deputado estadual Davi Maia (DEM) voltou a apresentar denúncias de prática de nepotismo do  Lacen (Laboratório Central de Alagoas) e solicitou ao Governo de Alagoas uma portaria apontando a prioridade de exames. Entretanto, os deputados Francisco Tenório e Silvio Camelo fizeram um discurso contra as denúncias de Davi. Para Tenório, Maia precisa ter cuidado para não ser taxado de “deputado das fake denúncias”.

Na sessão de ontem, o líder do DEM disse que “servidores estariam sendo obrigados a transcrever exames de um laboratório contratado em São Paulo, passando a impressão de que eles foram feitos no Estado de Alagoas”. Para provar o que está dizendo, o deputado apresentou um áudio atribuído a chefe de Biologia Molecular, Juliana Vanessa.

“Esses fatos chegaram a mim e eu tive que averiguar cada um por vários e vários dias. As denúncias já estão acontecendo. A prima do governador será escutada na Comissão de Direitos Humanos e assim iremos desmistificar. O que ninguém pode é querer dizer que eu menti ou que estou criando fake news”, afirmou Davi na sessão de hoje.

Porém, o Lacen enviou uma nota desmentindo as afirmações de Maia. “Em nenhum momento, a gravação demonstra as ilações do deputado, retratando apenas trecho de uma reunião de rotina, onde funcionários do laboratório reforçam os procedimentos na análise e preparo das amostras. O diálogo está fora de contexto e não endossa as colocações feitas pelo parlamentar”, diz um trecho da nota.

Na sessão de hoje (30), Davi voltou a fazer as acusações contra o laboratório. Em aparte ao parlamentar, Francisco Tenório disse que Maia não pode se basear em cima de “denúncias que foram passadas por funcionários demitidos”.

“As denúncias são vazias e infundadas. Peça que da próxima vez, essa denunciante, leve uma nota fiscal que prove o fornecimento”, ressaltou.

Tenório também disse que é preciso cuidado para que Maia não seja chamado de deputado das fake denúncias.

O deputado Silvio Camelo também se posicionou e disse que é preciso que Davi leve as denúncias. “É preciso que se traga o empenho, a nota fiscal”.

Camelo disse que a fake denúncia não é culpa, às vezes, do parlamentar, mas sim culpa da pessoa que induziu o parlamentar. “É preciso ter muita prudência”.