Desde a última segunda-feira (23), os serviços de transportes intermunicipais estão suspensos, em razão do decreto governamental que tem o objetivo de evitar aglomeração de pessoas e transmissão do novo coronavírus, como é o caso das vans e micro-ônibus que fazem esses itinerários. A paralisação atinge diretamente as pessoas que precisam ir para os municípios vizinhos para trabalhar.

Sem o transporte intermunicipal, as alternativas encontradas por esses trabalhadores geram um impacto na questão financeira. O valor cobrado pelos clandestinos é o dobro da taxa paga nas vans. Já os aplicativos de viagem, estabelece preços fora da realidade de um trabalhador que custeia as passagens.

Carlos Eduardo, técnico em laboratório de um hospital particular de Maceió e reside em Rio Largo. Disse que desde quando o decreto entrou em vigor, ficou muito complicado de ir para o local de trabalho.

A saída é apelar para caronas até os pontos de ônibus de Maceió, mas elas nem sempre aparecem. “As autoridades tiveram os cuidados e estão corretos, só esqueceram que existem profissionais essenciais que precisam se deslocar até Maceió, e sem transporte isso é impossível. Pois não cabe no bolso de um assalariado esse impacto financeiro de todo dia desembolsar quase 20 reais pra ir e voltar do trabalho”, disse Carlos.

Em entrevista à rádio Pajuçara FM, o diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), Ronaldo Medeiros, disse que os transportes intermunicipais continuam com suas atividades paralisadas em sua totalidade e que o melhor remédio é ficar em casa.

“Se todo mundo fizer sua parte, em breve voltaremos a nossa realidade, pedimos paciência a sociedade, pois, logo tudo isso irá se resolver, mas precisamos da colaboração de todos”, afirmou Ronaldo.