Um suspeito de estelionato que fez mais de 10 vítimas está foragido da polícia após causar prejuízos milionários em Maceió. A informação de que o acusado, identificado como Higor Henrique de Amaral Gontijo, está foragido foi confirmada pela delegada de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas, Maria Angelita. A polícia pediu e a justiça decretou a prisão preventiva dele. 

O Cada Minuto teve acesso ao documento que consta alguns casos de estelionato praticado pelo suspeito. Em abril de 2019, uma das vítimas disse ter adquirido um veículo Range Rover no valor de R$ 230.000,00. Entretanto, o corretor alegou para o homem que só entregaria o recibo após ter em mãos os dados do adquirente para preencher o mesmo.

Após a compensação dos depósitos, o corretor Higor passou a se esquivar de entregar o documento da transferência do veículo, incorrendo suposto crime de estelionato.
 
Em 2017, Higor intermediou a venda de um Mercedes Benz para uma outra vítima no valor de R$ 200.000,00. “Ocorre que Higor não quitou o financiamento do carro e nem informou ao comprador”, diz um trecho da decisão.
 
Ao ser questionado, ele propôs a recompra do carro, oferecendo em pagamento 18 cheques no valor de R$ 10.000,00. Entretanto, dos 10 cheques, quatro estavam sem fundos. O suspeito utilizava o nome da esposa para passar cheques sem fundo.

Um empresário, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que a estimativa de golpe do suspeito é de aproximadamente de R$ 4 milhões. Ainda conforme o empresário, Higor causou prejuízos a muitas pessoas da “alta sociedade” em Maceió.
 
“Ele deu golpes em advogados, em donos de estabelecimentos na parte baixa, em um vereador de Porto Calvo. A lista é grande”, afirmou ao Cada Minuto.

Justiça decreta prisão preventiva

Em uma consulta no site do Tribunal de Justiça, consta na decisão que “O Ministério Público opinou pelo deferimento do pedido de decretação da prisão preventiva formulado em desfavor de Higor Henrique de Amaral Gontijo” devido ao inquérito policial da vítima de abril em 2019.
 
No relatório feito pela delegada Maria Angelita diz que “o investigado ganha a vida comprando e vendendo automóveis (...) e possui uma carteira de clientes de alto nível financeiro, e costumava realizar negócios envolvendo veículos de luxo”.
 
Com a investigação, a polícia descobriu que Higor vem praticando estelionatos e fraudes desde 2016.
 
De acordo com Angelita, o número de vítimas pode ser ainda maior. “Faz necessária a prisão do acusado, para que possamos estender as investigações à possíveis coautores dos crimes, muitas das ações praticadas não seriam possíveis sem a ajuda de outros indivíduos”, diz a delegada em um trecho do relatório.