Após o envio da reforma da Previdência ao Senado, a Câmara dos Deputados volta a discutir a reforma tributária. Uma comissão especial que analisa o texto do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) e do economista Bernard Appy deve se reunir nesta terça-feira (13), para definir o plano de trabalho daqui para frente. Há expectativa que os parlamentares ouçam especialistas e realizem audiências públicas durante agosto e setembro.
E nesta segunda-feira, o coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, deputado federal Marx Beltrão (PSD), fez uma defesa de que a reforma tributária não signifique aumento de impostos, seja capaz de desburocratizar o ambiente de negócios no Brasil e promova novos tempos para os empreendedores e empresários brasileiros, assim como para os contribuintes em geral.
“Nosso atual sistema de arrecadação é injusto e ultrapassado. O brasileiro paga uma das maiores cargas tributárias do planeta. Nossa tributação inviabiliza investidores, empreendedores, comerciantes e, sobretudo, o trabalhador. É irracional e não produz crescimento. A Câmara precisa enfrentar agora esse tema. Vou defender uma reforma tributária que seja justa, reduza burocracia, melhore o ambiente de negócios e, claro, não gere mais impostos”, afirmou o parlamentar por meio de suas redes sociais.
Com a reunião da Comissão nesta terça-feira, há uma expectativa ainda para a apresentação de uma proposta de reforma tributária do próprio governo, que pode ser divulgada ainda nesta semana. Não se sabe a maneira que a medida tramitaria no Congresso ou se haveria uma unificação dos projetos já existentes tanto na Câmara como no Senado. Até o momento, já foram elaboradas pelo menos cinco versões diferentes sobre as alterações a serem feitas nos impostos. Por abranger interesses de vários grupos, cada um tratou de elaborar a sua proposta: governo, Câmara, Senado, empresários e, por último, estados e municípios.
