Nesta quarta-feira (07), dia que a Lei Maria da Penha completa 13 anos, a deputada estadual Fátima Canuto (PRTB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas para falar sobre o crescimento dos casos de feminicídios em Alagoas e relembrou a história de Maria da Penha.

Usando a tribuna na tarde desta quarta, a parlamentar contou a história de Maria da Penha que foi marcada pela violência. “Maria viveu um ciclo da violência: Marco a agredia, pedia desculpas e depois fazia a mesma coisa. Ela sofreu uma dupla tentativa de feminicídio quando levou um tiro pelas costas do companheiro, ficou paraplégica e com sequelas psicológicas. Após isso, Maria ficou em cárcere privado e o agressor tentou eletrocutá-la durante o banho”, contou a parlamentar.

Fátima ressaltou a importância da Assembleia Legislativa de Alagoas ficar atenta aos casos de violência doméstica e de feminicídios. “Tenho certeza que os deputados e a bancada feminina olham com cuidado para este assunto que atinge tantas mulheres em todo o país”.

A deputada relembrou as ações da bancada e da Casa da Mulher que as deputadas querem implantar em Alagoas. “A Casa da Mulher no Mato Grosso está dando certo porque oferece muitas alternativas para o enfrentamento à violência. Em Alagoas, tenho certeza que essa Casa da Mulher vai contribuir para diminuir esses casos”.

Números de feminicídios cresceram 

Fátima também apresentou dados da Secretaria de Segurança Pública que mostrou que em sete meses, o estado registrou 29 casos de feminicídios este ano, superando os do ano passado.

“Em 2018, de janeiro a dezembro, foram 20 casos. Sobre a lei Maria da Penha, 1.057 ocorrências foram registradas este ano apenas em Maceió. São dados que mostram que precisamos unir forças e combater de frente essa violência”, enfatizou Canuto.

Bancada feminina 

Em aparte, as deputadas Jó Pereira, Cibele Moura e Flávia Cavalcante reforçaram a importância de ações de enfrentamento à violência mais efetivas para o estado. 

A deputada Jó Pereira disse que as pequenas violências precisam ser combatidas e “que muitas vezes pode parecer que a lei não trouxe avanços, mas que ela acredita que a lei foi importante para as mulheres apesar dos crescentes números”.

“A lei Maria da Penha oferece visibilidade de casos que antes aconteciam no silêncio e que hoje, a visibilidade é maior. A cada dia as mulheres se empoderam mais. Os números estão aumentando e aparecem mais notificações”, disse Jó Pereira.

A parlamentar Cibele Moura reforçou a importância da história de Maria da Penha para o Brasil e disse que ela é uma mulher de luta que mostrou ao Brasil que não podia ficar sem resposta.

“Há 13 anos o Congresso deu a resposta. A lei ainda falta muito para que de fato atinja seu objetivo real que é não ter mais agressores soltos. Fico muito feliz de estar em uma Assembleia que não se cala diante das dificuldades”, comentou Cibele.

A deputada Flávia Cavalcante relembrou as ações da bancada feminina da Assembleia. “Essa bancada tem feito o seu papel. Enquanto parlamentares conhecemos a Casa da Mulher Brasileira e tivemos com o presidente do Tribunal de Justiça que abraçou a causa que queremos implantar no estado”, finalizou.