O presidente Jair Bolsonaro comentou nessa quinta-feira (20), o envio de medida provisória (MP) que reverte decisão do Congresso Nacional e transfere a demarcação de terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura. Segundo Bolsonaro, quem é responsável por definir a demarcação de terras é o presidente, e não um ministro. "Quem demarca terra indígena sou eu, não é ministro. Quem manda sou eu nessa questão, entre tantas outras. Eu que sou presidente, que assumo ônus e bônus", afirmou.
Bolsonaro disse ainda que respeita o Congresso e que havia combinado com o ministro Onyx Lorenzoni que a questão poderia ter ficado na Funai caso houvesse consenso entre os líderes. "O que acertei com Onyx na questão da Funai foi que, se houvesse acordo entre a cúpula da Câmara, partidos, retornaríamos para lá", afirmou.
O presidente fez críticas ao Ibama, e disse que o órgão vai parar de "atrapalhar quem quer produzir". "Nós queremos integrar o índio à sociedade. Uma região maior do que o sudeste já não é suficiente para eles? Ou querem tratar os índios como algo que não é ser humano? Multados em R$120 milhões pelo Ibama no ano passado porque estavam plantando. Vamos anular essa multa. Não tem mais o Ibama multando os outros por aí, atrapalhando quem quer produzir", disse Bolsonaro, que sinalizou ainda que pretende se articular em relação ao decreto das armas, que foi derrubado pelo Senado.
Bolsonaro sinalizou, ainda, que pretende se articular em relação ao decreto das armas, derrubado pelo Senado e que ainda será analisado pela Câmara dos Deputados. "Assim como deputados e senadores me procuram para vetar artigos aprovados, eu procuro também deputados e senadores para fazer valer também aquilo que eu acho que está certo. Vou agora entrar em contato com os homens do campo", disse, em referência à bancada ruralista.










