Na última quinta-feira (25), a vereadora Fátima Santiago esteve reunida com a representante da ANFIBRO - Associação Nacional dos Fibromiálgicos, Maria Aparecida Pimentel Sandes, e com a presidente da AFIBAL - Associação dos Fibromiálgicos de Alagoas, Arivane Costa. O intuito do encontro é garantir, por meio de um Projeto de Lei, a extensão do atendimento preferencial para pessoas acometidas por essa enfermidade reumatológica caracterizada por dor muscular generalizada e sensibilidade nas articulações, tendões e outros tecidos moles.

 

“As pessoas com a enfermidade, em sua maioria mulheres entre 30 e 55 anos, possuem maior sensibilidade à dor, em virtude de o cérebro interpretar os estímulos de forma exagerada, ativando o sistema nervoso por inteiro. Como ainda não há cura, a fibromialgia demanda controle dos sintomas, sob pena de os fatores físicos serem agravados, exigindo a necessidade de uma combinação de tratamentos medicamentosos e não medicamentosos. A importância dessa Lei visa atender a uma parcela da população que sofre diariamente, inclusive com preconceitos, já que a doença ainda é pouco conhecida e seus sintomas muitas vezes confundidos com os de outras enfermidades", explica a Presidente Arivane. 

 

Para a vereadora, apesar de afetar 2,5% da população mundial - na grande maioria mulheres, a síndrome ainda é desconhecida e desacreditada por muitos que convivem com quem dela sofre e até mesmo por médicos. "Ainda é comum que pessoas com os sintomas procurem médicos de várias especialidades até obter o diagnóstico. Também é muito comum que essas pessoas não consigam realizar tarefas básicas do dia a dia como uma ida ao supermercado ou pagar contas, em virtude das fortes dores. O Projeto garantirá mais qualidade de vida, ajudará a amenizar o sofrimento dessas pessoas, e também, é uma forma de conscientizar e de dar visibilidade ao assunto. As pessoas precisam de informação, pois, ainda hoje, há muito preconceito por ser uma doença que não é visível", concluiu, Santiago.