A deputada estadual Fátima Canuto (PRTB) participou da sessão especial dessa segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) e afirmou que se compromete em lutar para que os casos de violência contra mulher sejam reduzidos em Alagoas.
Durante a sessão, vários depoimentos de vítimas de violência foram relatados e emocionaram o público presente e a parlamentar. A parlamentar comentou que é difícil ouvir um depoimento forte, mas que foi não se arrepende de ter comprado a briga da sessão especial junto com a bancada feminina.
“Sei que cada um que está aqui hoje não vai sair do mesmo jeito. Nós achamos que isso não acontece com a gente ou com a nossa família, mas acontece. E como parlamentar, estou atenta a tudo isso”, afirmou.
A deputada enfatizou que a Lei do Minuto Seguinte precisa ser seguida e disse que é obrigação dos hospitais oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial, integral e multidisciplinar.
“Quando ela chega ao hospital precisa ser atendida imediatamente. O nome já diz: urgência. Isso oferece uma velocidade maior para que seja confeccionado o boletim de ocorrência”, informou.
Em seu discurso, Fátima Canuto pontuou algumas questões, entre elas o atendimento precário nas delegacias da Mulher, a falta de salas privadas para que a vítima preste depoimento e a falta de atendimento psicológico no momento que a mulher registra o boletim de ocorrência.
“Temos que fazer treinamentos com policiais que atendem essas vítimas e cobrar que a delegacia funcione 24h por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Não podemos permitir que esse tipo de comportamento ainda aconteça. É um absurdo ouvir que uma mulher que contou seu relato aqui não possa dizer o local que mora por medo”, reforçou Fátima.
Outro ponto que a deputada questionou foi se os hospitais do interior estão preparados para receber as mulheres agredidas sexualmente. “Nós sabemos que elas precisam tomar um coquetel contra o HIV, a pílula do dia seguinte, entre outras coisas. Divulgar que existe uma rede que possa atender, mas oferecer a ela um verdadeiro atendimento. Não podemos perder mais tempo”.
Por causa das divergências de dados apresentados pela Secretaria de Segurança Pública e a da Saúde, a deputada enfatizou que a bancada feminina vai cobrar para saber onde estão as falhas e tentar corrigi-las. “Nós faremos esse encaminhamento porque precisamos saber onde está a realidade”.