Eleito deputado estadual por Alagoas, cabo Bebeto é um dos representantes do PSL - partido do presidente Jair Bolsonaro - dentro da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Policial e agora deputado, cabo Bebeto afirmou não ser oposição, mas também garantiu não ser governo.
Em pouco tempo dentro da ALE, Bebeto já levantou diversas bandeiras, entre elas que é a favor da posse de arma. Segundo ele, "as pessoas foram obrigadas a acreditar que a arma de fogo é violência e mata". O Cada Minuto entrevista deste sábado (15) traz uma entrevista completa com o deputado estadual. Confira abaixo:
CM: O senhor é considerado novato na política estadual. Qual a avaliação que faz sobre esses primeiros meses?
Deputado: Eu tenho muito cuidado de ter uma boa relação com os colegas. Por ser um colegiado tenho a consciência que sozinho não vou fazer nada, talvez faça até muito barulho, mas vou buscar ter essa relação com os outros deputados para que eu consiga colocar projetos em discussão e aprovar, já que ideias não faltam. Ainda vou fazer dois meses na Assembleia e fisicamente eu sinto que tenho trabalhado bastante e espero que a população tenha enxergado isso. Tenho buscado discutir com os colegas, trocar ideias, chamar algum colega para conversar sobre algumas ideias e buscar um deputado que tenha um entendimento parecido com o meu, ou que de repente tenha um conhecimento melhor que eu sobre alguma questão pra que a gente trate de forma rápida e prática.
CM: Como representante do PSL em Alagoas, como avalia a relação do governo federal com o estado?
Deputado: É tudo muito recente. Na verdade eu sou deputado do PSL aqui na Assembleia. Assim que fui eleito conversei com o governador sobre isso e ele disse que conhecia o nosso presidente, confessou até que jogou bola com ele... creio que com tempo a relação tende a se aproximar. Eu vejo o presidente como um democrata e ele certamente vai oferecer a atenção que Alagoas merece.
CM: Como é ser oposição ao governo estadual?
Deputado: Eu não sou oposição e nunca fui. Nunca disse que seria. Da mesma forma o contrário: eu nunca disse que seria governo. Eu vou fazer um mandato consciente. Certamente vou errar em alguma coisa, mas sempre buscando votar e discutir com o meu coração, com a forma que tenho, com a experiência de rua, com a visão que tenho de povo, eu saí do povo e vim pra cá. Eu não tenho tradição política na família e eu disse ao governador que ele conte comigo para os projetos que são bons para o estado. O que não for bom, certamente serei contra. Mas acredito que será uma relação tranquila.
CM: Na assembleia o senhor tem demonstrado um defensor da posse de arma para cidadão. Por quê?
Deputado: Eu sou a favor da posse de arma. Eu sou a favor que a posse tire do superintendente da Polícia Federal a subjetividade. Hoje, no final das contas, o superintendente diz quem pode ou não pode, isso eu sou contra. Acho que tem que ter um processo seletivo, uma avaliação psicológica, tem que diminuir o preço da arma de fogo e munição para de repente só quem tem uma condição financeira melhor possa ter. Quem comprovar que precisa e é capaz, ele tem direito de comprar uma arma de fogo. Entendo que eu armado estou seguro, a minha família está segura. Isso não deve ser um direito só pra mim, que sou policial, mas de um grupo de pessoas. Acho que todo homem e mulher de bem que puder e tiver condições tem que ter sua arma de fogo em casa.
CM: Como o senhor avaliou a tragédia em Suzano. Com a posse de arma de fogo, situações assim não aconteceriam com mais frequência?
Deputado: Eu acredito que se houvesse um comerciante, um professor ou segurança na escola... o problema é que as pessoas foram obrigadas a acreditar que a arma de fogo é violência e mata. Não. A colher mata, o carro mata. Precisamos educar as pessoas e dar o direito das pessoas se defenderem. Talvez se a gente tivesse um professor ou um segurança que fosse armado, certamente as vítimas seriam menos pessoas ou seriam apenas os dois. De repente alguém poderia agir rápido e matar os dois. O caso de Suzano para a segurança pública é algo difícil de combater. Eu vejo várias escolas hoje, principalmente as particulares, que tem medo de ter uma arma de fogo com medo da hipocrisia de pais e da ignorância de muita gente, mas arma de fogo é defesa. Arma de fogo é ataque quando você é atacado. Fui policial e desde que entrei na polícia nunca mais fui vítima de violência.
Confira a entrevista completa:
