O CSA foi o primeiro clube a chegar na Série A do Campeonato Brasileiro com três acessos seguidos. Em 2013, ano do centenário, a equipe alagoana disputou a Série D e teve uma campanha horrorosa, com apenas uma vitória em oito jogos e a rabeira de um grupo de cinco.
Cinco anos depois, o time era vice-campeão da Série B e volta à elite do futebol nacional, sendo que em 2016 ainda estava na D. É uma história inspiradora, não importando o que aconteça em 2019.
Mas é claro que a torcida não quer nem ouvir a palavra rebaixamento, ainda mais depois de anos onde a equipe esteve na segundona até do Estadual. Para isso, vamos usar de inspiração algumas campanhas de times que subiram para a Série A para tirar lições, sejam positivas ou o que não fazer.

Primeiro semestre é treino
Claro que o clube não pode se dar ao luxo de jogar de rodar times de imensa qualidade no Estadual ou Copa do Nordeste. Ganhar do CRB ainda é importante. A Copa do Brasil já foi perdida com a derrota para o Mixto por 1 a 0.
Mas o objetivo do treinador Marcelo Cabo e diretoria é integrar um elenco que foi completamente mudado nos últimos meses. O técnico já reclamou do calendário e da necessidade de jogar muito, o que já causou baixas no elenco. O número alto de reforços também foi com a intenção de rodar o elenco.
A palavra elenco no Campeonato Brasileiro é a mais importante. E equipes que subiram tiveram problemas justamente quando alguns titulares se tornaram baixas com suspensões ou lesões. O time pode usar até abril, quando começa a competição nacional, para definir o time titular, as posições que terão disputa e os papéis de cada jogador.
Experiência é bom, mas não adianta pesar a mão
Uma estratégia até recorrente de equipes que estão subindo é confiar em medalhões para integrar o elenco. O argumento da experiência é importante, claro. Mas muitas vezes trazer alguém que está rodando e não tem mais tanta fome pode causar mais problemas que trazer a visão do veterano.
Os dois principais nomes entre os reforços estão nas laterais. O lateral-esquerdo Carlinhos já foi campeão brasileiro duas vezes. Apodi, lateral-direito, já rodou por basicamente todos os times do Brasil. Por ser uma posição com deficiência até nos maiores times brasileiros, optar pela experiência aqui é bastante positivo. Mas o time não pode insistir nessa cartada. É necessário promessas, jogadores no auge da forma física, atletas com algo a provar e como complemento, os experientes.
Não explodir trabalho com resultados ruins no começo
Um indicativo que é certeiro de fracasso para equipes que acabaram de subir para a Série A, e não conseguem se manter, é demitir o treinador logo no começo do campeonato. O Paraná fez isso em 2018. É normal que resultados ruins venham no começo, já que o nível de competição é completamente diferente.
Achar um Lisca para manter o clube no fim do Campeonato não é a regra e sim a exceção. Por isso é importante confiar no planejamento realizado e dar confiança para o treinador, já que estamos falando de uma maratona de sete meses, parada para a Copa América – cerca de um mês – e 38 jogos.
O mando de campo importa muito
O Estadio Rei Pelé precisa ferver nos 19 jogos que o CSA for mandante no Campeonato Brasileiro. Assim como o Sport fez logo de cara quando voltou à Série A (vide o 4 a 1 contra o Santos vice-campeão, em 2007) no fim da década passada, o mando de campo é a principal arma para equipes do Nordeste.
Apenas três das outras 19 equipes da Série A terão viagens “curtas” para Alagoas – Bahia, Fortaleza e Ceará. O resto vai ter que encarar no mínimo duas horas de avião, com Grêmio, Internacional, Chapecoense e Avaí tendo vida ainda mais difícil. O calor e a torcida apaixonada são outros problemas.
Uma equipe começa a se complicar quando perde pontos em casa. Se o CSA conseguir ter no Rei Pelé um bom produtor de pontos, os jogos fora, onde o time deve ser azarão para as casas de apostas – tornam-se cerejas do bolo.