Na véspera de assumir seu segundo mandato na Câmara dos Deputados, o deputado federal Marx Beltrão afirmou nesta quinta-feira (31) que “a prioridade do Congresso deve ser atuar em prol do Brasil fazendo com que os avanços tão desejados pela sociedade se concretizem neste novo ciclo de nossa história”. 

O parlamentar, eleito com quase 140 mil votos nas eleições de 2018, fala com a experiência de quem já foi Ministro de Estado e é um dos maiores conhecedores dos “corredores” do poder em Brasília.

Os deputados eleitos para a 56ª legislatura da Câmara dos Deputados serão empossados nesta sexta-feira (1), às 10 horas, em sessão no Plenário Ulysses Guimarães. A eleição de 2018 trouxe a maior renovação à Câmara desde a democratização: 47,37%, segundo cálculo da Secretaria-Geral da Mesa (SGM). Em números proporcionais, é a maior renovação desde a eleição da Assembleia Constituinte, em 1986.


Desafios


Segundo Marx Beltrão, o ano de 2019 será marcado por três grandes desafios. “o primeiro é fazer andar no Congresso o conjunto de reformas que devem ser propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, como a reforma da previdência e a reforma tributária”. 

Entretanto, reforça o parlamentar, “a Câmara e o Senado estão abertos a debater as propostas, mas é necessário que estas reformas não penalizem a sociedade, em especial os mais carentes. Ou seja, será preciso muita transparência e debate por parte do Executivo, a fim de que se possa conciliar um viés reformista como quer o governo com uma agenda que não aniquile direitos e conquistas dos cidadãos”.

Ainda segundo Marx, um segundo desafio será fazer o país retomar o crescimento econômico com uma divisão mais justa de rendas e de riquezas. “Aguardamos o posicionamento mais claro da equipe econômica a fim de nos conduzir a um cenário de menos incertezas e mais solidez em termos de equilíbrio financeiro. O país precisa retomar os trilhos do desenvolvimento e, por isso, esta retomada é vital”.

Por fim, o parlamentar afirma que “outro desafio é retomar a confiança no futuro do país. Para além da questão econômica, o Brasil enfrenta uma crise de confiança que se torna mais aguda com a escalada da violência e da criminalidade, acerca da qual o episódio do Ceará é um triste exemplo. A descrença na classe política é outro item nesta crise. E por fim, a condição nacional de sermos um país situado entre as maiores economias do mundo, mas que ainda ostenta grandes índices de desigualdades” reitera Beltrão.


Posse na Câmara

O presidente Rodrigo Maia vai presidir a sessão. Segundo o Regimento Interno, cabe ao presidente da legislatura anterior, se reeleito, comandar a sessão. No Plenário, os 513 eleitos responderão à chamada nominal e farão o juramento de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.