A advogada Márcia Acioly juntou nesta semana a ação penal que impetrou contra o advogado Héctor Martins e Silva no 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Arapiraca, por difamação e injúria, uma queixa-crime. Segundo Márcia, ela irá até o fim judicialmente para que esse caso possa servir de referência e possa vir a ajudar outras mulheres que sofrem abusos advindos da “prepotência do machismo e do preconceito” , no Estado de Alagoas.
O fato aconteceu durante a disputa pela presidência da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Arapiraca, onde Héctor e Márcia eram candidatos ao cargo. Em uma conversa via Instagram com uma bacharela em Direito, Héctor teria dito palavras ofensivas à honra de Márcia e de cunho discriminatório. De acordo com a denúncia, esse diálogo aconteceu no dia 12 de outubro, mas ela só ficou sabendo em novembro porque a própria moça que conversou com Héctor resolveu comunicá-la do fato.
“Fiquei chocada, primeiro porque é um colega de profissão, dirigente da OAB de Arapiraca, depois porque não admito que nos tempos de hoje ainda se trate uma mulher com tamanha grosseria”, diz Márcia, que colocou na queixa-crime provas de que após vencê-la na disputa da Ordem, o grupo de Héctor festejou o resultado das eleições “dançando com um rodo” dentro da sede da OAB Arapiraca em alusão à conversa do Instagram.
“Ele é professor universitário, representante de uma categoria, como pode se comportar de forma criminosa como essa?”, questiona a advogada. O caso também foi levado à atual presidente da OAB/AL, Fernanda Marinella através de representação disciplinar e ao futuro presidente da Ordem no Estado, Nivaldo Barbosa. A ação é subscrita por Márcia e mais os advogados Abel Felipe dos Santos, Marcelo Brabo, Waneska Oliveira e Marcos Barros Oliveira.
