Para o eleitor, uma das coisas mais difíceis é entender as coligações que se formam para a disputa das eleições, em função das contradições aparentes. Em Alagoas, por exemplo, o ex-ministro dos Transportes e deputado federal licenciado, Maurício Quintella Lessa (PR), declarou voto ao tucano Geraldo Alckmin, mesmo estando em uma coligação do MDB do senador Renan Calheiros, que apoia Lula (PT). 

Mais que isso: mesmo sendo um ex-ministro de confiança do presidente Michel Temer (MDB), que tem como candidato o também ex-ministro (Fazenda), Henrique Meirelles. E para piorar: o PSDB de Alckmin, nas coligações de Alagoas, está em uma chapa que faz oposição ao grupo político de Maurício Quintella Lessa. 

Mas Quintella, em entrevista ao Blog do Vilar Ao Vivo (transmitido pelo portal CadaMinuto), foi taxativo ao ser indagado por um dos internautas: “voto no Geraldo Alckmin”. Na avaliação de Quintella, Alckmin é o candidato “mais preparado para governar o país”. “É um homem sério, que tem experiência no Executivo e foi governador de São Paulo”. 

Quintella avalia que Alckmin pode ajudar a reconduzir o país ao crescimento econômico. Apesar de votar no PSDB, Quintella ainda deixou claro que terá o apoio do deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), em Alagoas. Paulão luta pela candidatura de Lula à presidência, mas deve votar, mas votará em Quintella para o Senado Federal. 

O xadrez é de fato confuso, pois mostra que os partidos, no âmbito regional, não costumam seguir a mesma lógica do cenário nacional. Quintella não é o único assim. O PROS do deputado estadual Bruno Toledo é oposição ao PT em Alagoas. No campo nacional, marchará junto com os petistas. 

É possível ainda encontrar outras contradições nas chapas. No bloco de oposição encabeçado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTC), que é candidato ao Senado Federal, alguns tucanos não votam em Collor, como é o caso do candidato ao Senado Federal e deputado estadual Rodrigo Cunha. Por sinal, Cunha nem deve subir no palanque de sua coligação. 

Outro tucano histórico que também repudiou a união do PSDB com Collor foi o ex-governador Teotonio Vilela Filho. Por sinal, o ex-governador tentou até o último momento desfazer essa aliança, mas não conseguiu. Esta situação já rendeu troca de farpas - pela imprensa - entre Rodrigo Cunha e o deputado federal Arthur Lira (PP). 

Não é fácil entender esse jogo! 

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