"Acho que na política não devemos olhar o tempo inteiro pelo retrovisor”, comentou em entrevista ao Blog do Vilar, nesta terça-feira, dia 07, o candidato ao Senado pelo PR-AL, Maurício Quintella, quando questionado sobre o fato de agora dividir o palanque com o Partido dos Trabalhadores.
Quintella, que quando deputado federal votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, se transformou imediatamente em “golpista” aos olhos dos petistas, e em um alvo ainda maior depois que assumiu o Ministério dos Transportes no governo de Michel Temer. Perguntado se o deputado Federal Paulão votaria nele, foi enfático ao afirmar: “Paulão estará comigo”.
“Precisamos entender as diferenças de pensamentos, mas também há coisas que nos unem. Majoritariamente não estou com o PT, estamos junto com mais 15 partidos, porém nada impede que possamos nos unir quando o interesse comum é o bem da população. Vou buscar com o PT aquilo que nos une”, afirmou Quintella.
Sobre o apoio aos petistas o candidato disse que votou no Lula e na Dilma Rousseff, “mas ela estava mais para uma grande estagiária, o PT descuidou o orçamento da União e gastou sem aval, além do crime de responsabilidade fiscal; a presidente não tinha mais condições políticas de tocar o país por mais três anos de mandato”.
Quanto ao apoio que o Governo Federal tem dado a Alagoas e as críticas feita por Renan Calheiros ao presidente Michel Temer, o candidato disse preferir não se “meter no relacionamento deles. É um problema interno partidário e enquanto ministro, presidente e senador não misturamos as coisas”.
Questionado acerca do rótulo de ser um ministro privatista, Quintella comentou que é muito difícil avançar com as parcerias publico privadas no Brasil e porque ainda há a visão de que o Estado tem que ser o grande provedor. “Defendo o estado máximo, o estado ideal, aquele que tem que aportar esforços na saúde, na segurança, na educação, porém na questão de infraestrutura é essencial uma parceria. Às vezes a empresa privada trabalha de forma mais enxuta, transparente e administra com mais capacidade; não tem sentido o estado gastar mais”.
Maurício Quintella também se posicionou contra do estatuto do desarmamento e contra o aborto.

