Em uma matéria, publicada no Globo, o jornalista Robson Bonin informou que o delator Rafael Ângulo Lopez, operador do “money delivery”, o esquema de entrega e propina em domicílio criado pelo doleiro Alberto Youssef, realizou entregas ao senador Fernando Collor.
Ele confirmou que entregou uma propina de R$ 60 mil, divididas em pacotes com cédulas de R$ 100. Antes de chegar as mãos do senador, Ângulo levou o dinheiro amarrado nas pernas.
O seu depoimento integrou a ação penal que corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se o senador e outros dois comparsas cometeram os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em uma organização criminosa.
Ao encontrar o “senhor Fernando”, o entregador diz que Collor, ao ver o dinheiro, “não pôs a mão”, preferiu que o pacote fosse deixado em uma sala antessala do apartamento, diz a publicação.
De acordo com o jornal O Globo, no depoimento, Ângulo descreve em detalhes o dia em que foi até um luxuoso edifício residencial no bairro Bela Vista, em São Paulo, para entregar um pacote de R$ 60 mil em propina a um certo “senhor Fernando”.
