O Dia Mundial do Rock é comemorado hoje (13), em homenagem ao Live Aid, megaevento ocorrido em Londres e na Filadélfia simultaneamente, neste mesmo dia em 1985. E, para celebrar a data, o Cada Minuto conversou com algumas bandas alagoanas que contaram um pouco sobre como é o cenário local do rock no estado.

 

All Seven Days

 

A All Seven Days é uma banda formada em 2012, por um grupo de cinco amigos com o desejo de produzir algo que se destacasse dos projetos covers internacionais. Com composições próprias, o grupo, influenciado por bandas de metal, metalcore, new metal, punk e J-rock, busca colocar sua identidade nas músicas.

 

O vocalista da banda, Gui Fonseca, conta que desde o início apostaram em músicas autorais e, apesar das dificuldades, conseguiram lançar seu primeiro álbum. “É um grande desafio, como podemos perceber, a cena local. Mas a empatia pelo o rock falou bem mais alta. Assim como todos integrantes da banda, vimos nesse estilo a melhor maneira de expressar nossos sentimentos e mensagens para o mundo”.

 

“Infelizmente é um estilo pouco visto e valorizado na região, por isso fizemos composições em inglês pra atingir novos públicos. No nosso álbum ‘Synthetic Soul, tivemos um trabalho totalmente conceitual, aonde a ideia veio de muita conversa para chegarmos ao produto final. Não dá pra viver do rock, mas lutamos desde o início para vivermos disso, e continuamos na luta’”, explica o vocalista.

 

I’m The Storm

 

I’m The Storm surgiu há pouco mais de dois anos. A banda de metal, formada por quatro integrantes, trabalha com musicais autorais e às vezes faz cover de outras bandas que a influencia, como Pantera, LOG e Machine Head. Com o primeiro single lançado este ano, o grupo está terminando de compor o que virá a ser o primeiro álbum, com pretensão de lançamento no primeiro semestre de 2019.  

 

Leonardo Costa, vocalista do grupo, é músico desde 2001, mas explica que a banda surgiu apenas em 2016. “Tive algumas bandas dentro do gênero. Minha primeira banda durou 11 anos. A I’m The Storm tem pouco mais de dois anos. Infelizmente, no Brasil, é complicado viver de banda, ainda mais de metal”.

 

“Amamos música, fazer metal, todo o processo entre compor, gravar e, principalmente, tocar. Não existe nada melhor que a sensação de subir num palco. É um amor que poucas pessoas entendem. Só quem é fã de metal consegue entender. Mas enquanto não conseguimos viver de rock, a gente tenta ter uma vida dupla. De segunda a sexta (até às 18h) cada um no seu trabalho e de sexta a domingo a vida de músico”, conta Leonardo.

 

Remate

 

Recente, o grupo surgiu em novembro de 2017. Eles tocam rock e reggae e fazem especial O Rappa e Charlie Brown Jr. A banda possui músicas autorais, mas o foco ainda é os covers nacionais. Com quatro integrantes, a banda realiza shows de duas a duas horas e meia de duração.

 

Marcus Antônio, guitarrista da banda, explica que o repertório depende do evento “Em outubro vamos tocar no Motofest Maceió, um local que dar pra gente mesclar autorais com cover, já barzinho dependendo do clima, nem tanto. Mas o retorno do público é sempre muito gratificante, a energia é sempre muito boa”.

 

O guitarrista fala também que o mercado é complicado, mas estão se dedicando e sempre produzindo. “Se você optar por seguir no seguimento de covers, você consegue tocar, porém rala pra tentar entrar no meio. Aproveitamos que, assim como o público, somos fãs de várias bandas de rock, e fazemos covers. Quem nunca sonhou em ser seu ídolo e tocar pra um público? É maravilhoso, mas não deixamos de produzir nossas músicas. Vamos lançar um EP em novembro e esperamos colher bons resultados”.