O inquérito sobre o homicídio qualificado, que teve como vítima Thiago Simplício de Sousa, 30 anos, assassinado com vários disparos de arma de fogo no dia 30 de janeiro deste ano, foi concluído pela Polícia Civil nesta quarta-feira (30), após cerca de quatro meses de investigação.
As investigações foram lideradas pelo delegado regional de Arapiraca, Thiago Prado, com a participação de agentes da Delegacia do 62º Distrito Policial de Craíbas, região Agreste de Alagoas.
De acordo com o delegado Thiago Prado, no momento do crime, a vítima conduzia uma motocicleta e estava com seu irmão na garupa, quando ambos foram perseguidos e surpreendidos pelos criminosos. No entanto, o irmão de Simplício conseguiu escapar da emboscada.
Ainda de acordo com o delegado, a motivação do crime foi dívidas com o tráfico de drogas, pois Simplício tinha um débito com os irmãos Luciano Cerqueira da Silva, conhecido como “Galego”; Talvanes Cerqueira da Silva, o “Galeguinho do CD”, e Cristiano Cerqueira da Silva, o “Pretinho”, que possuem fichas criminais extensas, respondem por vários crimes e são temidos na região.
Durante a investigação, a polícia apurou que Luciano mandou seus irmãos – Talvanes e Cristiano – executarem a vítima em virtude da dívida, pois Simplício não teria condições financeiras de efetuar o pagamento. Luciano foi indiciado como autor intelectual do crime. Já Cristiano e Talvanes foram indiciados como autores materiais.
Segundo a polícia, Luciano Cerqueira foi preso no início do mês de fevereiro em uma operação deflagrada no Morro dos Macacos e no Povoado Folha Miúda, no município de Craíbas. Ele também responde por outro homicídio no município de Batalha e por tráfico de drogas. A operação mobilizou agentes da delegacia do 62º DP e da 4ª Delegacia Regional de Arapiraca.
Os autores materiais – Cristiano e Talvanes – estão foragidos desde o dia do crime. O delegado Thiago Prado pediu a prisão de todos os envolvidos.
O inquérito policial foi enviado ao Poder Judiciário nesta quarta-feira, a fim de que todos os criminosos sejam denunciados. Caso sejam condenados, a pena pode chegar aos 30 anos. O processo deverá tramitar na 8ª Vara Criminal de Arapiraca.
A polícia pede para que quem tenha informações sobre o paradeiro dos irmãos Cristiano e Talvanes Cerqueira, repassem por meio dos números 190 ou do 181.
*Estagiária com Ascom PC
