Dois ônibus que fazem parte da caravana do ex-presidente Lula foram atingidos por disparos de arma de fogo. A informação foi divulgada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nesta terça-feira (27). Os ônibus transportavam jornalistas, convidados e integrantes da comitiva, e foram alvejados quando deixavam a cidade de Quedas do Iguaçu, com destino a Laranjeiras do Sul, ambas no estado do Paraná. Ninguém ficou ferido.
Segundo o PT, um dos ônibus tem a marca de um tiro na lataria e ainda uma espécie de arranhão no vidro que teria sido provocada pelo projétil que ricocheteou. O outro veículo apresenta a marca de um tiro na lataria, pouco abaixo das janelas. O ônibus que transportava Lula não foi atingido.
No Twitter, no pefil @Lula pelo Brasil, o ex-presidente diz que a caravana "está sendo perseguida por grupos fascistas. Já atiraram ovos, pedras. Hoje deram até um tiro no ônibus".
O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, informou que telefonou para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, cobrando providência a respeito do episódio. O PT informou que registrará um boletim de ocorrência e também pedirá perícia nos veículos.
A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, classificou de "emboscada" o ato contra os veículos da caravana. “Queriam atingir o presidente Lula. Foi uma emboscada, uma tentativa de homicídio”, declarou.
O motorista que dirigia o ônibus com os jornalistas, Antônio Soares, contou que assim que o ônibus foi atingido todos pensaram se tratar de uma pedrada, mas que ao verificar, em seguida, notou que os dois pneus também foram furados por um objeto cortante.
Durante a passagem em Quedas do Iguaçu, o ex-presidente chamou de "selvageria" os atos contra ele na região e afirmou que aceita "todo tipo de protesto, o que não se aceita é a violência".
“Nunca tinha assistido uma selvageria como estamos assistindo agora, de um grupo de pessoas, que eu não sei quem são, que nos esperam em cada trevo com pau, pedra e bomba para tentar evitar que a nossa caravana chegue ao lugar que está marcado” afirmou o ex-presidente.
Sobre a condenação de 12 anos e um mês no caso do tríplex, o ex-presidente chamou de “louco” quem o condenou. “Tem um processo contra mim que eu já fui condenado. Eu fico pensando: ou estou louco ou quem me condenou está louco”, declarou.
