Concorrendo pela segunda vez no Festival Estudantil de Teatro de Alagoas, o espetáculo está mais redondo e é prestigiado por 300 messienses, entre eles, os vereadores Ary Cleiton e Eguimar Ferreira e a coordenadora do Projeto Messias Cidadã, Vanessa Omena.

“Espetáculo Redondo”: esta é a opinião dos técnicos que estavam apreciando a peça ‘A Revolução das Enxadas’, do Grupo Teatral do Município de Messias ‘Pisa na Fulô’, no começo da noite desta terça-feira, (03), quando observavam as mais variadas categorias do espetáculo, desde o figurino, à iluminação; da maquiagem ao texto e do cenário à sonoplastia.

Dirigido pela técnica em Teatro, a diretora Sidyanne Lima, com duração de 01 hora, o espetáculo do autor baiano Robenilson Silva, retrata a vida sofrida de uma família sertaneja que enfrenta a seca e a fome, deparando-se com graves problemas sociais e de fé, a exemplo da prostituição infantil que a personagem Zefa, incorporou tão bem.

Personagens

Tonho das Mula, D. Zefa, Tinhoso, Filhos (12), Jesus (principal personagem).

Em quatro momentos o espetáculo prende o público que interage

O que mais nos chama a atenção durante a apresentação é o momento em que os 12 filhos de ‘Zefa’ interagem com o público que corresponde num perfeito feedback; quando Josefa resgata em narração, a prostituição infantil e antes, quando ‘Zé’ conta a história dela (Zefa) e depois, quando convida a todos para a Revolução das Enxadas, deixando claro que a miséria sertaneja tem um responsável, o sistema implantado pelo coronelismo da época que hoje assume outros nomes.

Adaptação e Ampliação da Peça

Segundo a diretora Sidyanne, a peça passou por uma enorme adaptação e ampliação. “No início, eram apenas 08 filhos e eles não apareciam, a peça só tinha 04 personagens; eu aumentei para 12 filhos e eles compõem o elenco de 15 pessoas”, ressaltou.

A Peça termina como começa, em luto como forma de repúdio à situação de miséria do sertanejo sem água e sem comida, mas com a ferramenta da revolução, a enxada.

Professor rememora História do Teatro Messiense

O professor que passou 12 anos no CEMLAL, ensinando Teatro aos jovens messienses, relembra o talento de sua aluna Sidyanne Lima.

“Nós, do Grupo ‘Macambira’, na época, fomos premiados com a Peça ‘Lampião’ e levamos 12 troféus para Messias”, destacou o professor Ronaldo Freire.

Opinião de quem entende

“É difícil trabalhar com um elenco grande”, ressaltou o diretor do Espetáculo ao ar livre de Craíbas, Cidade de Maria, Alberto do Carmo que referenciou à ASCOM, “um trabalho muito interessante, contemporâneo, tragicômico, interativo e de uma grande riqueza de texto”.

Apoio da Prefeitura Municipal de Messias

A Prefeitura de Messias, através da assistência social (Cras) e da educação, tem dado todo apoio aos grupos de arte e cultura do município, especialmente ao 'Pisa na Fulô, bem como disponibilizou 3 ônibus para o translado dos messienses que vieram assistir o maravilhoso e emocionante espetáculo.