A Deputada Federal Rosinha da Adefal (Avante/AL), como relatora da Subcomissão Especial da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara dos Deputados, realizou o primeiro ciclo de debates da região nordeste para discutir a regulamentação da profissão de intérpretes, guia-intérpretes e tradutores de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, bem como a efetivação do acesso à comunicação dos surdos. O evento aconteceu na tarde da última segunda, 25, no auditório do Conselho Regional de Administração.

O encontro contou com a presença de representantes de associações e sindicatos de profissionais intérpretes, guia-intérpretes e tradutores de Libras, Associação de Pessoas Surdas, Federação das Associações de Tradutores e Intérpretes de LIBRAS, profissionais e estudantes das faculdades e universidades, profissionais da educação inclusiva, estudantes e a sociedade civil de todos os estados da Região Nordeste.

Na mesa de debates se fizeram presentes: a Deputada Rosinha da Adefal, a secretária da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, Cláudia Simões, a superintendente da Pessoa com Deficiência da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, Dilma Pinheiro, a coordenadora da Central de Interpretação de Libras de Alagoas, Gilmara Farias, o intérprete e fundador do Sindicato dos Intérpretes, Guia-intérpretes e Tradutores de Libras do Distrito Federal, Michel Platini, o presidente da Associação dos Surdos de Alagoas, Mario Lima, o representante da Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais, Gerlan Batista, o presidente da Associação de Deficientes de Limoeiro (PE), Everton Carlos e o relator e representante da Comissão Nacional pela Regulamentação da Profissão dos Tradutores e Intérpretes de Libras do Instituto Federal de Brasília, Jaspion Rocha. 

Segundo a deputada federal Rosinha, não haveria um momento mais propício para o acontecimento desse evento, uma vez que nessa terça (26) comemora-se o Dia Nacional do Surdo, em alusão a todo o processo de inclusão ainda necessário em nossa sociedade. "A pessoa surda não fala, mas comunica-se por meio de gestos. O Brasil possui quase 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva e isso só reforça a urgência na aplicação de políticas públicas mais eficientes para essa população. O profissional de Libras é o elo de ligação para que a sociedade possa comunicar-se com essa parcela da população, por isso a valorização da profissão é mais que necessária e merecida. Estamos aqui para, juntos, levar esse assunto à frente.", disse ela.

Agora será produzido um relatório com a avaliação do debate e suas preposições, para que, juntamente aos demais que serão realizados em outros estados, em um total de cinco, possam formar um importante documento que auxilie na regulamentação desses profissionais.