A carreira política do deputado federal Cícero Almeida - que se encontra no PMDB por enquanto - é marcada por mudanças de legendas partidárias a cada processo eleitoral. E assim, o deputado federal segue sem conseguir se firmar em um grupo apesar de sua densidade eleitoral. Muito menos consegue montar o próprio grupo. 

Agora, mais uma vez Cícero Almeida deve mudar de “barco” para a disputa eleitoral de 2018. O peemedebista deixa o partido do senador Renan Calheiros e deve assumir o comando do Podemos em Alagoas. 

Em entrevista à Tribuna Independente, no dia 4 de agosto, Cícero Almeida já confirmou a mudança. De acordo com ele, tudo foi acertado com o presidente nacional do PMDB, que entendeu a situação do parlamentar. 

Almeida - que votou pela permanência do presidente Michel Temer (PMDB) no comando do país - foge das divergências internas do PMDB que colocam em rota de colisão Temer e o senador Renan Calheiros. 

Almeida não quer ficar no “fogo cruzado”. Porém, segue apoiando - segundo ele mesmo - o senador Renan Calheiros e o governo de Renan Filho. A aliança com os Calheiros se firmou em 2016, quando Almeida se filiou ao PMDB para disputar a Prefeitura de Maceió, mas foi derrotado - no segundo turno - pelo atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). 

Qual o futuro de Almeida no Podemos? O parlamentar pode tentar a reeleição à Câmara de Deputados ou ainda disputar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. 

Mas, há um “porém”. A vida de Almeida para o Podemos pode atrapalhar quem pensava em conduzir os destinos da sigla em Alagoas: o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coêlho e o empresário Rafael Tenório. O partido tem uma meta definida: montar palanques pelo país para a candidatura do senador Álvaro Dias à presidência da República. 

Retornando à carreira política de Almeida, o ex-prefeito de Maceió já esteve no PDT, no PP, no PRTB, no PMDB, dentre outras siglas. Fidelidade partidária não combina, portanto, com o deputado federal. 

Mas se o assunto é tido como “martelo batido” por parte do deputado federal, para a direção nacional do Podemos ainda há muito o que definir. De acordo com o secretário-nacional da legenda, Gustavo Castro, houve conversas, mas nada de concreto. 

Outro ponto também é que caso venha para o Podemos nada indica que assumirá o comando da legenda. Afinal, esse também é disputado por Omar Coêlho e foi um compromisso assumido pela nacional. 

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