O lobista do PMDB Jorge Luiz afirmou durante o seu interrogatório sobre o esquema de corrupção na Petrobras, nesta quarta-feira (19), que intermediou pagamento de R$ 11,5 milhões em propina para os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Jader Barbalho (PMDB/PA), além do ex-ministro Silas Rondeau e o deputado Anibal Gomes (PMDB/CE).

Além disto, o lobista também ressaltou que os valores teriam sido pagos em troca do suposto apoio para fortalecer os ex-diretores da área Internacional Nestor Cerveró e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Jorge Luiz também informou ao juiz Sérgio Moro que para os políticos “não importava de onde vinha o dinheiro e que para eles tanto faz”.

“Quem discutia era o dono do dinheiro, que eram os diretores, o diretor, mas acertado Cerveró com Paulo, porque apesar de o Paulo não ter recursos, eu lembro disso, Paulo não tem mais nada, não tinha como pagar, o Cerveró assumiu e depois fizeram um encontro de contas, não sei explicar ao senhor como porque eu não participava desse acordo”, afirmou.

Jorge Luiz é réu acusado de intermediar propinas de R$ 2,5 milhões de executivos da empreiteira Schahin para funcionários da Petrobras. Ele e o filho, Bruno Luz, também são investigados neste processo por intermediar valores indevidos a políticos do PMDB.

O lobista também contou que entrou em contato com Aníbal Gomes, que seria muito “ligado” a Renan. O deputado teria tido uma primeira conversa com Jader, Renan e o ex-ministro de Minas, Silas Rondeau. Por causa da resposta positiva dos peemedebistas para ajudar Cerveró e Paulo Roberto Costa, teriam ‘começado as negociações’.

*com informações de Agências