Em homenagem aos 114 anos do médico psiquiatra, professor e pilarense, Arhur Ramos, a Prefeitura Municipal de Pilar por meio da Secretaria da Secretaria de Educação e Casa de Cultura está realizando, durante essa semana, um circuito de palestras para a população da cidade.
Com o público-alvo voltado para estudantes, profissionais da área, servidores, vereadores e moradores de Pilar, a semana tem como objetivo mostrar para o público a história de Arthur Ramos que é considerado um dos principais intelectuais de sua época.
Segundo o Diretor de Cultura, Robson Lima, é importante que os moradores entendam a importância do pilarense Arthur Ramos. Por este motivo, o circuito de palestras é sempre voltado para assuntos ligado a ele.
“O médico alagoano contribuiu com seus estudos sobre psicologia social e psicanálise para áreas de educação, além de diretor da Unesco, entre outras contribuições para o Brasil. Temos orgulho de saber que Arthur Ramos era pilarense”, comentou.
Programação:
Quinta-feira (06/07)
19h00: Palestra com John Kimani Karanja
Tema: O negro e a cultura Afro
20h: Exposição/As faces de Arthur – Denys Oliveira e Alex Costa
Sexta-feira (07/07)
19h00: Cordelista Jorge Calheiros
20h: Palestra com sobrinho neto de Arthur Ramos
Sobre Arthur Ramos
Médico, psiquiatra, psicólogo social, antropólogo, folclorista. Aos 15 anos, Arthur Ramos publicou seu primeiro artigo no semanário “O Pilar”.
Em 1926 defendeu a tese de doutorado denominada "Primitivo e Loucura", recebendo grandes elogios de Sigmund Freud, Eugene Bleuler e Lévy Bruhl. No Rio de Janeiro, em 1934, publica "O Negro Brasileiro"; assume a cátedra de Psicologia Social, vindo a ser consagrado como o pai da Antropologia Brasileira.
Nos Estados Unidos ensinou e participou de vários simpósios nas Universidades de Lousiana, Califórnia, Harvard e Columbia, ao lado de grandes nomes das Ciências Sociais. No Brasil obteve reconhecimento e respeito de Jorge de Lima, Raquel de Queirós, Jorge Amado, Gilberto Freire, Estácio de Lima, Théo Brandão, José Lins do Rêgo, Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, 0, Silvio de Macedo, Rita Palmares, Lily Lages e Gilberto de Macedo, dentre tantos outros.
Era um humanista e, através de suas idéias libertárias, lutou contra o imperialismo e o preconceito racial, sendo preso duas vezes pelo DOPS, na ditadura Vargas.
Considerado um dos maiores cientistas da humanidade, sempre a frente de seu tempo, deixou um legado de mais de seiscentas obras, entre livros e artigos, que até hoje são fontes de estudos para a psiquiatria, o negro, o índio e o folclore brasileiro.
Nunca esqueceu sua terra. Percebe-se isso quando escreveu: "A minha recompensa maior, será a de estar ouvindo aquelas vozes queridas, que os ventos, constantemente, me trazem do Pilar distante, para a música do meu coração.”
