A cada novo Mapa da Violência a realidade se impõe como uma fratura exposta diante dos olhos dos “especialistas” que amam as bolhinhas de sabão para protestar pela paz. São os “sábios de plantão” que querem curar um câncer com uma aspirina. O dado mais cruel – segundo o estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - é que houve um aumento de mais de 10% no número de homicídios em uma década. Em 2015, a taxa de assassinatos no país ficou em 28,9 por 100 mil habitantes. É bom lembrar que este dado tende a ser maior, pois alguns casos não são contabilizados.

Grande parte desses homicídios, por arma de fogo.

A promessa do Estatuto do Desarmamento é que tudo ia melhorar. Eis a realidade: 10% de aumento no número de homicídios. E há artistas sempre a serviço de visões ideológicas, como o senhor Gregório Duvevier, que juram que a situação melhorou. Ou então, deputados de raciocínio curtíssimo, como Jean Wyllys (PSOL), que humanizam a arma para dizer que “desde que o mundo é mundo, as armas são instrumentos de morte”. É uma imbecilidade que deixa de fora o mundo real para se assentar em uma quimera.

Por acaso, senhor Jean Wyllys, não foram com armas que se derrubaram os estados totalitários apoiados em visões ideológicas que investiram em desarmar os seus cidadãos para depois prendê-los e matá-los? É o que fez Adolfo Hitler e Stalin para avançar com seus “impérios”. A arma é um objeto que pode ser usada como instrumento de proteção ou não. Quem está por trás do objeto, que é o ser humano, é que define isto. Por isto, uma coisa é a arma na mão do bandido e outra na mão daquele que obedece a lei para tê-la, não tendo o ânimo ao cometimento do crime, mas sim a visão de proteger-se e proteger o que é seu. Mas para essa gente o conceito de “cidadão de bem” não existe, é subjetivo, mesmo diante de elementos claros que servem para fazer o juízo de valor que separa o criminoso do restante da população. Viva ao relativismo!

É que estamos em uma Era que visa dar vida animada aos inanimados para retirar a culpa de quem de fato tem. É como os “carros que atropelam” estampando manchetes de jornais.

O direito do cidadão à arma de fogo – disciplinado em lei e prevendo critérios objetivos – não fará com que todo mundo se arme, mas sim com que a pessoa que queira ter a arma para defesa de sua própria vida, da família e da propriedade possa ter acesso a um instrumento que, por lógica, não pode ser exclusivo do Estado, nem dos bandidos. Para isto existem critérios. É só ler o projeto de lei do deputado federal Rogério Peninha (PMDB).

Quando exclusivo dos bandidos, estaremos diante dos resultados que o próprio Ipea atesta. Seremos cordeirinhos nas mãos de uma criminalidade crescente e cada vez mais ousada por saber que do outro lado está alguém que não tem igual força para reagir. Isto ainda é complementado pela impunidade neste país, já que apenas 8% dos homicídios são solucionados.

E há quem, observando estes 8%, ainda trace o perfil do criminoso e a razão dos assassinatos. São gênios diante de uma bola de cristal. O outro ponto são armas enquanto exclusividade do Estado. É um perigo. Em um governo de viés totalitário, podemos ter o nascedouro de milícias armadas que passem a defender o governo a qualquer custo ao invés de cumprirem as funções previstas dentro de um conceito de segurança pública, que se difere de segurança pessoal. A História é quem mostra isto. A recente Venezuela também mostra isto muito bem.

Então, ao passo que este crescimento de 10% mostra a falência do Estatuto do Desarmamento ao confirmar – mais uma vez – que o Brasil tem 60 mil homicídios por ano, abre portas para reflexões que precisam ser feitas, mas infelizmente são varridas para debaixo do tapete por “especialistas de segurança”. Uma das reflexões é o direito claro e objetivo às armas, sem uma discricionariedade subjetiva estatal.

Se pontuarmos ainda por regiões, o resultado é mais assustador. Há estados no Norte e Nordeste em que a violência praticamente dobrou. Vale lembrar que o Nordeste – neste mesmo período – assistiu a um forte crescimento econômico.  Vejam o caso do Rio Grande do Norte: em 10 anos a taxa de homicídios cresceu 232%.

Neste ano de 2017, segundo o Ipea, em três semanas foram assassinadas mais pessoas que o total de ataques terroristas no mundo. Há quem ache que estamos a salvar vidas ao buscar desarmar a população sem conseguir desarmar os bandidos (que não respeitam nem nunca respeitarão qualquer lei). É tosco! Bem, teremos duas opções daqui pra frente: ou discutir o assunto com seriedade e rever posições, ou então nos reunirmos para soltar bolhinhas de sabão enquanto esperamos que bandidos se sensibilizem por milagre...

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