Em homenagem aos povos indígenas denominados Geripankó, a fotógrafa alagoana, Karla Calheiros, decidiu registrar através de imagens, o ritual do “Menino do Rancho”. As imagens saíram das lentes da câmera e se transformaram em uma exposição fotográfica que se inicia nesta terça-feira (18), no Museu Floriano Peixoto (MUPA), na Praça dos Martírios, na capital.

A exposição ficará disponível até o dia 05 de maio e reúne fotos de um ritual realizado em uma aldeia indígena, situada no município de Pariconha, Alto Sertão Alagoano.

A intenção da fotógrafa é de registrar, documentar e valorizar as tradições indígenas, além de romper com o preconceito gerado em torno das cerimônias religiosas indígenas.

O ritual

O ritual do menino do rancho é uma cerimônia onde o indivíduo é colocado no centro do rancho sagrado, próximo ao terreiro de chão batido e cercado pelos protetores (praiás), que os disputam como outros homens (padrinhos, pintados com o barro branco). Ou seja, trata-se de uma disputa entre o bem e mal e, ao seu término, ocorre a destruição do rancho e a vitória de um dos grupos, proporcionando a imunização do menino contra os males e sua inserção como membro da   sociedade.

Os praiás permanecem dançando e cantando em todo o ritual e o Pajé conduz a cerimônia com os cantos, envolvendo a participação de muitas pessoas da aldeia.

Serviço

O que: Geripanko: O ritual do rancho

Quando: 18 de abril a 05 de maio

Onde: Museu Floriano Peixoto (MUPA)

Horário: 15h – segunda a sexta

Quanto: entrada gratuita