Com a aprovação nesta quarta-feira, 22, em primeira e segunda discussões, da emenda que amplia de cinco para sete o número de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (ALE), a expectativa é que agora o entendimento para a composição das comissões permanentes da Casa seja acelerado.
A emenda está contida no Projeto de Resolução número 27/2015. De autoria do deputado Rodrigo Cunha (PSDB), a matéria que disciplina a concessão de título de cidadão honorário a pessoa já falecida foi aprovada com o voto contrário do deputado Isnaldo Bulhões (PMDB), em razão da emenda.
Antes da votação, o parlamentar disse que não entendeu o fato de a emenda constar em uma proposta que versa sobre assunto totalmente diverso. Após as explicações do autor da emenda, deputado Bruno Toledo (PROS), Bulhões disse concordar com o mérito, mas discordar da forma como ela foi colocada.
Toledo reafirmou que, ao tomar conhecimento de que o colega tinha um projeto apto para votação, o procurou – no dia 14 de março – para apresentar a emenda, obtendo o aval de Cunha para inseri-la na proposta: “Não faz parte da minha prática agir de forma sorrateira”.
“Se fossemos criar um projeto de resolução ele não estaria apto para votação... E a proposta é um sentimento da maioria, que quer ampliar a comissão, por achar que ela está sobrecarregada... Então eu procurei o deputado Rodrigo Cunha, entreguei a emenda, ele tirou foto... Aceitou e disse que concordava com ela, e ontem diz que foi pego de surpresa?”, questionou Toledo, demonstrando irritação.
“Não propus nada escondido de ninguém. Ele me disse que não teria problema nenhum aproveitar o projeto dele que estava pronto para votação e ontem deu essas declarações... Além disso, se trata de uma emenda que não tem custo nenhum pra sociedade”, reforçou o deputado.
